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17-07-2026 às 12h34
Direto da Redação*
Sete Lagoas (MG) – Após a repercussão de notícias divulgadas em diferentes veículos de comunicação sobre o desligamento de ex-pastores da Igreja do Evangelho Quadrangular, a instituição confirmou que ajuizou uma Ação de Exigir Prestação de Contas perante a 2ª Vara Cível da Comarca de Sete Lagoas.
O processo foi distribuído sob o nº 1011306-25.2026.8.13.0672 e tem como objetivo apurar a gestão financeira exercida durante o período em que os ex-pastores estiveram à frente da administração da Igreja na região.
Segundo a petição inicial, a atual administração identificou, durante auditoria documental realizada após a transição administrativa, divergências entre os registros contábeis constantes do Sistema de Gestão Administrativa e Financeira (SGAF) e os valores efetivamente encontrados nas contas bancárias da instituição.
De acordo com a Igreja, a documentação analisada aponta uma diferença patrimonial que gira em torno de R$ 600 mil, valor que, segundo a autora da ação, necessita de esclarecimentos e da apresentação da documentação comprobatória correspondente, não significando, neste momento, conclusão acerca da existência de irregularidades ou responsabilidade definitiva dos ex-administradores.
Na ação judicial, a Igreja destaca que o objetivo do processo é obter a apresentação completa das contas da administração, incluindo extratos bancários, contratos, notas fiscais, recibos, comprovantes de pagamentos, documentos contábeis e demais elementos necessários para reconstruir a movimentação financeira do período.
A instituição também esclarece que a ação não formula, nesta fase, acusação de desvio de recursos, mas sustenta que existem inconsistências documentais e financeiras que impedem a conferência da gestão, tornando necessária a utilização do procedimento previsto nos artigos 550 a 553 do Código de Processo Civil.
Caso o Poder Judiciário reconheça o dever de prestar contas, o processo seguirá para uma segunda fase, quando será realizada a análise da documentação apresentada e, se necessário, perícia contábil para apuração de eventual saldo credor ou devedor.
A medida buscaria assegurar transparência na administração do patrimônio institucional e permitir que todas as movimentações financeiras sejam devidamente esclarecidas perante a Justiça, garantindo o contraditório e a ampla defesa aos ex-pastores envolvidos.

