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01-07-2026 às 09h15
Direto da Redação
“Antes tarde do que mais tarde”, enfim, o Instituto Estadual de Florestas (IEF) vai contar com R$ 232,7 milhões para recuperar os ecossistemas da Bacia do Rio Doce. O Projeto de Restauração Ecológica de Ecossistemas Aquáticos Prioritários tem em vista a “restauração de habitats, controle de espécies invasoras, monitoramento ambiental e ações de educação ambiental em toda a bacia”.
Sim, “antes tarde do que mais tarde” repito, porque os sinais ambientes vislumbrados por cientistas e ambientalistas, baseado no “Super El Nino”, como vem sendo chamado, não são animadores. Mas não há tempo a perder, de modo que está prevista a restauração de leitos e habitats aquáticos de rios, córregos e tributários do rio Doce. Fortalecer a biodiversidade e contribuir para a recuperação gradual dos estoques pesqueiros nativos da bacia hidrográfica. O objetivo é esse.
Na verdade, apesar das denúncias feitas principalmente pela imprensa ao longo de décadas, quando matas nativas foram derrubadas e em alguns casos tomados por eucaliptos; os rios foram poluídos e tudo mais como consequência, agora os reparos serão feitos. O que já devia ter acontecido.
O que passou só serve mesmo como registro, o que adianta é que temos essa restauração em vista, aos 40 minutos do segundo tempo, resposta que, Deus queira, seja para servir de exemplo. Que seja desenvolvido concomitantemente a uma educação ambiental para todos adultos e crianças.
As ações buscam a melhoria das condições ecológicas dos rios, por meio de um conjunto de intervenções voltadas à recuperação desses ambientes, como realça a diretora da Diretoria de Defesa da Fauna (DFAU), Ariane Goulart.
Estruturas de bioengenharia serão instaladas para remover pequenos barramentos, desassoreamento de trechos críticos e recuperação de áreas essenciais para alimentação, abrigo e reprodução de espécies nativas.
A sub bacia do Rio Santo Antônio é tida como estratégica para a conservação da fauna aquática da região, demandará os primeiros cinco anos de execução do projeto. Com o controle de espécies exóticas e invasoras e monitoramento ambiental.
O controle de espécies de peixes exóticas e invasoras em toda a Bacia do Rio Doce também receberá atenção especial, com foco na pesca tradicional, com prioridade para a contratação de pescadores locais, e pesca elétrica.
É importante pontuar que as ações visam recuperar o ambiente, mas também gerar oportunidades de trabalho e renda para as comunidades da região.
Serão executadas ações junto aos piscicultores locais para a remediação ou contenção de escapes de peixes de tanques e estruturas de criação, bem como para a adequação das práticas de biossegurança.
Além das intervenções ambientais, a iniciativa investirá em educação ambiental voltada a pescadores, lojistas de peixes ornamentais, comunidades ribeirinhas e demais moradores da bacia. O objetivo é fazer aumentar a participação da população nesse processo de fundamental de conservar os rios e incentivar práticas sustentáveis de uso dos recursos hídricos.
O IEF acredita que o projeto irá contribuir diretamente para a melhoria das condições ambientais dos cursos d’água da bacia, o que evidentemente é fator positivo para a recuperação dos ecossistemas aquáticos. Criará condições para a retomada gradual e sustentável da atividade pesqueira.
A atividade pesqueira é fonte importante de renda para diversas comunidades atingidas pelo rompimento da Barragem de Fundão, em 2015. Para ninguém esquecer 19 pessoas morreram e incontáveis foram os danos ambientais.

