Lampião, Grande Sertão Mareta & Outras Estórias" Crônicas de uma vida - créditos: Teresinha Gomes Monteiro
20-2026 às 08h40
Por Carlos Mota Coelho
Esse é um ditado que pela primeira vez ouvi de minha querida Meire, bem assim o ouvi também de minha sogra Dona Terezinha, nascida e crescida no GRANDE SERTÃO MARETTA, e que escreveu um interessante livro homônimo sobre essa região contígua a Mossoró, no Rio Grande do Norte.
No livro, a escritora Dona Terezinha conta a sua saga de intrépida nordestina, inclusive de seu nascimento, justo nos dias em que Lampião e o seu bando rondavam a fazenda de sua família, mas eu estar lembrando disso nesse momento tem a ver com algo de muito grave que poderia ter acontecido com o Brasil nesta madrugada- não perder pro Haiti ontem – mas algo mais impactante e, SORTE QUE NÃO ACONTECEU, como também o Capitão Virgulino não invadiu a fazenda dos avós de Meire, pois eles lhe pagaram um polpudo resgate, pois não eram trouxas de morrerem no fio de sua peixeira.

Poizé, findo o jogo e espantado o medo de perdemos pro Haiti, fomos dormir o sono dos justos, MAS DE REPENTE, DE TODOS OS SMARTPHONES LIGADOS AQUI NO APARTAMENTO, UM ALTÍSSIMO E APAVORANTE SOM NOS ACORDOU, mas a gente, antes de olhar pela janela se alguma ameaça nos rondava, fizemos simplesmente o contrário e desligamos os smartphones, em cujas telas estavam estampadas ALERTAS DA DEFESA CIVIL SOBRE UM ATAQUE “MISANTROPO”, mas que não dizia ser “FAKE”, como agora mais cedo ficou demonstrado.
E esse alerta foi feito em todo território brasileiro, MAS O POVO FICOU NO “NEM TE LIGO FARINHA DE TRIGO” e dormiu, feito nós, crente de que nada de grave aconteceu!
E se tivesse acontecido?
Tenho 71 anos de idade e não me lembro de o Brasil, afora os malfeitos políticos, ter sido alvo de coisas ruins como guerras, tsunamis ou terremotos, e isso nos dá a benfazeja sensação de tranquilidade, RAZÃO POR QUE NÃO NOS ABALAMOS, NEM TENTAMOS FUGIR DE AMEAÇAS, COMO A DO MEIO DESTA MADRUGADA, EMBORA FAKE, GRAÇAS A DEUS!
Mas Deus, coitado, sendo brasileiro, sabe o quanto essa nossa sonsura LHE dá trabalho, pois o certo seria a gente ser mais previdente e obediente aos SEUS alertas, que fingirmos que nada está acontecendo!?!
Isso também me lembra de quando Meire, o filho José e eu estávamos dormindo no décimo andar de um hotel entre Padova e Veneza, na Itália, quando um terremoto abalou a estrutura do prédio.
Sempre lemos, mesmo aqui no Brasil, que na iminência de algum sinistro, a gente não deve usar elevadores, mas foi justamente o que fizemos, mas a sorte foi que o prédio do hotel não ruiu – coisa que aconteceu em seu entorno, inclusive o desabamento de várias construções medievais, inclusive de uma igreja em Ferrara, cidade não muito distante de Veneza!
Mas mesmo assim ainda não aprendemos!

