Créditos: Divulgação
31-05-2026 às 10h23
André Vieira Colombo*
Pelos diários pessoais de Arlindo Daibert, parcialmente publicados, apura-se que a obra de Carlos Drummond de Andrade serviu de subsídio intelectual para o artista desenvolver dois trabalhos específicos, além de influenciar outras obras. Como já se sabe, as narrativas literárias eram seu ponto de partida e, por isso, ele rejeitou muito cedo o papel de ilustrador em prol do papel de tradutor-crítico. As formas de apropriação das narrativas são, evidentemente, múltiplas e bastante distintas em cada série artística ou fase de sua carreira. Por isso, os encontros artísticos entre Daibert e Drummond foram emblemáticos.
O primeiro empreendimento de Daibert sobre a obra de Drummond ocorreu em junho de 1979, por intermédio de Rubem Braga, que estava à frente de uma série de projetos editoriais que previa a publicação de obras literárias “ilustradas” por artistas visuais. Relatando conversas com Braga, Arlindo menciona que, ao retornar para Juiz de Fora, acabou “trazendo alguns textos” e prometeu “alguns desenhos para quarta-feira (!)”. No período em questão, a obra de Arlindo Daibert estava em uma fase de transição bastante gradual do desenho para a pintura, passando de construções visuais mais subordinadas às narrativas originárias para narrativas mais autônomas, como ressalta Ronald Polito. A obra de Daibert almejava um caráter universalista, em detrimento dos provincianismos mineiros, o que aproximou decisivamente Arlindo Daibert de Carlos Drummond de Andrade, Guimarães Rosa e Murilo Mendes.
Embora compreendesse o universalismo regionalista de Drummond como “nostálgico e melancólico”, Daibert o admirava muito. Tanto que considerou o convite de Rubem Braga “um passo importante em minha [sua] vida”, expressando seu envaidecimento e o quanto estava “feliz de poder fazer um trabalho junto com o maior poeta vivo do Brasil”. Dez dias depois do primeiro encontro com o organizador, Arlindo confessa que “estava inseguro, sem saber o que Rubem Braga acharia do desenho que havia preparado”.
O artista sentia-se inseguro também com as possibilidades de reprodução do trabalho. Ao mostrá-lo a Rubem, recebeu avaliação positiva e a opinião de que Drummond adoraria o resultado. Após trocas de gentilezas e de livros e a aprovação do projeto, iniciaram o planejamento da antologia. Daibert recebeu os textos de Drummond, selecionados por Braga, e retornou a Juiz de Fora. Nesse período, Arlindo estava bastante atarefado com diversas exposições agendadas e, inclusive, com participação confirmada na “Bienal de 1981”.
Ele registra as dificuldades em transpor para o desenho, de forma digna, o espírito do texto e a poesia de Drummond: “[…] Tentarei, ao menos, ser honesto ao espírito do texto e transpor um mínimo da poesia. Alguns dos textos são belíssimos, mas de difícil ‘ilustração’. Tentarei analogias e evitarei as representações lógicas e óbvias. Pelo menos em planos, pretendo algo belo e bom de ser visto embora não abandone o humor e o senso crítico (bastante fortes nos textos). Rubem me deu 45 e pediu que ilustrasse 15. Ainda não me decidi: Tenho já uns 5 em elaboração mas gostaria de poder ilustrar todos. Estou animado e de bom humor”.
Pelos apontamentos do artista nos diários registrados nos dias seguintes, somos levados a mergulhar nas operações que Daibert promovia nesse processo de tradução. Ele comenta os textos, os desenhos produzidos a partir deles e as escolhas realizadas. Sobre o poema “A incapacidade de ser verdadeiro”, Arlindo elabora uma “trama complexa de borboletas que se unem como um caleidoscópio ou a padronagem de um tapete persa”, estrutura que utiliza para representar o “estado de poesia” do menino objeto do poema. Comentando “Odisseia”, registra que “não foi muito fácil conseguir uma forma que tivesse paralelo com a carga poética do texto: as desgraças e a ressurreição do amor ao terceiro dia”.
O amor, personagem do texto drummondiano, acabou sendo representado como “uma estátua fragmentada de um efebo”. Na descrição de Daibert, sobre suas ruínas pousava uma borboleta. Os olhos vazios da estátua pareciam olhá-la. Segundo ele, havia “um clima nostálgico que talvez faça muita gente pensar em pieguice”, mas destaca: “quero manter um certo contraste nas ilustrações: lirismo, agressividade e humor”.
Nos primeiros dias de julho, o artista registra: “Continuo trabalhando os textos de Drummond. Já tenho 6 das 15 ilustrações prontas. O trabalho rende e o resultado começa a me agradar. Não sei qual será a reação do público. Acredito que muitos ficarão um pouco chocados com minha ‘concepção do universo poético’ de Drummond. Não posso evitar. Levo as insinuações e o humor (…) às suas últimas consequências. Terminei ‘Esquadrões’ (uma nova versão da ‘Ira’) e ‘A bailarina e o morcego’. Desenho estranho, mórbido: um esqueleto de morcego que, ao invés de membranas, tem rendas nas asas. No lugar da cabeça, uma cabeça de boneca sem o olho direito. O texto fala de uma bailarina que ‘se debilita’ alimentando um morcego e sonha com o brilhante desempenho em Giselle. Talvez eu tenha sido um tanto cruel em associar esse mundo delicado de diáfanas ‘wilis’, bonecas e rendas com esqueletos de morcegos. Sonho x realidade. Poesia e real. Uma das marcas do desenho é que, por mais poético ou fantástico que seja o texto, os desenhos são sempre rigorosamente fiéis às imagens do mundo real. Absurdo é o deslocamento da realidade para um outro contexto”.
Os apontamentos de Daibert revelam grande empolgação com o trabalho. Em 12 de julho, afirmou que o trabalho de Drummond estava bastante adiantado. Naqueles dias, Arlindo informa que esteve novamente no Rio e que conversou com Rubem. Na ocasião, surge um sinal de que o projeto estava em risco. Registra Daibert: “Surgem problemas com Drummond e dependemos dele para revisar o texto. Só então se começará a tentar vender a edição”. Mesmo com a ameaça de atrasos para a efetivação do projeto editorial, Arlindo segue produzindo os desenhos com dedicação e rapidez. No dia 19 de julho, informa que “Drummond está quase pronto (tenho 10 dos 15 desenhos)”.
A empolgação é perceptível e, dois dias depois, aponta: “De repente, acelerou-se o ritmo e, quando me dei conta, o livro de Drummond estava pronto. Os desenhos mais recentes me parecem treinamentos para trabalhos posteriores. Também a interpretação dos textos mudou bastante. Algumas das ilustrações são, quando muito, imagens associadas à ideia do texto e nunca representações literais das situações ou personagens narrados. […] Amanhã espero terminar o livro e reservei para fecho o ‘Alma perdida’ que, como ‘Odisseia’, foi um dos textos que mais me impressionou. Não sei ainda o que será. Só sei que o título dá margem a inúmeras imagens líricas e nostálgicas que muito se ligam a situações e emoções que têm me acompanhado nesses últimos anos. Talvez (como o personagem do texto) reencontre minha alma numa mesa de botequim. Talvez eu não a compreenda e ela voe para outro lugar. Talvez isso já tenha acontecido. Talvez Édipo já tenha se defrontado com a Esfinge e não a tenha reconhecido.”
No conto “Alma Perdida”, Carlos Drummond de Andrade fala sobre o desencontro — a angústia de perceber que a vida possa passar, diante de nós, grandes momentos de revelação que possam ter ocorrido quando se está desatento demais para percebê-los. Arlindo o percebe como um alerta sobre a alienação de si mesmo. No meio do turbilhão dos prazos, com os diversos projetos, destaca: “[…] os últimos desenhos de Drummond foram feitos ‘às pressas’. ‘Alma perdida’ não saiu exatamente o que pretendia. Enfim, toda produção tem pontos altos e baixos e este acho que é um dos baixos. Não há tempo nem cabeça para refazê-lo”.
Em 24 de julho, Daibert registra sua insegurança sobre o sucesso do projeto: “Terminado Drummond […] Telefonei a Rubem para anunciar-lhe que havia terminado os desenhos. Tenho a impressão de que também este livro me trará aborrecimentos! Os textos não foram revisados ainda, o que atrasa a produção. Segunda-feira converso com ele e espero ter uma conversa séria também com Jacques para ver o que podemos fazer e até onde podemos pressionar”. Após entregar os desenhos, o artista recebe a notícia de que a publicação não ocorreria: “Falei com Rubem Braga. Cancelado o livro de Drummond. […] Provavelmente o projeto será retomado dentro de um ano (!). […]. Uma coisa a menos com a qual me preocupar”. Decepcionado, Arlindo registra que Rubem Braga propôs utilizar um dos desenhos como capa do “Pasquim”. E ironiza: “[…] estranha compensação: já que não se pode aproveitar o desenho para Drummond, aproveitemos para o Pasquim!”.
Daibert manteve intensa correspondência com a intelectualidade brasileira. Nos meses seguintes ao primeiro episódio, continuou a correspondência com Drummond após a primeira empreitada. Nelas, outros desencontros são narrados. Em resposta a uma de suas cartas, datada de 1 de julho de 1980, o poeta lhe escreve relatando que estava adoentado desde abril e justifica “[…] Não pude ver sua exposição de desenhos no Shopping Cassino Atlântico, a dois passos aqui de casa. E você, num requinte de generosidade espiritual, ainda me regala com uma belíssima criação que diz inspirada em uma de minhas crônicas. Não sei como agradecer-lhe a dádiva e a intenção afetuosa de que se revestiu. O que posso dizer-lhe é que, nesses dias de reclusão forçada, e desânimo, seu traço fino e provido de secreta magia me trouxe uma nota de alegria verdadeira. Por tudo o melhor agradecimento e o abraço de Carlos Drummond de Andrade”.
Dois anos depois, num registro feito na madrugada do dia 28 de maio de 1982, Arlindo escreve: “[…] meu trabalho sempre esteve ligado — mesmo que não necessariamente à literatura — à narrativa. ‘Persephone’, ‘Gran Circo…’, os ‘Prahó’ e, mais especificamente, os desenhos para os textos de Drummond, Justine, ‘Alice…’ e agora ‘Macunaíma’. Todos esses trabalhos sempre deixavam, de maneira mais ou menos explícita, o paralelo entre uma narrativa literária ou verbal e uma narrativa gráfica”.
Em diferentes momentos de seus registros escritos, especialmente em épocas muito próximas ao desenvolvimento dos trabalhos sobre Drummond, Daibert expressou categoricamente que fazia “recriações a partir dos textos”, produzindo o que ele denominava “narrativas essencialmente abertas”, nas quais o texto era “apenas pretexto”.
Em um segundo momento, outro projeto reuniu novamente os dois ícones da cultura brasileira. Ainda em 1982, Daibert participou, ao lado de outros artistas mineiros – como Roberto Vieira e Marcos Coelho Benjamim –, da exposição “Interpretação de Drummond”, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte. Sobre esse trabalho, em 4 de outubro de 1982, ele registra: “[…] Penso ilustrar ‘Rapto’, um belo poema — mineiramente sutil — sobre um Ganimedes e de como a ‘natureza ambígua e reticente tece outra forma de amar no acerbo amor’”. Uma semana depois, registra ainda: “Quando tudo estava resolvido para escrever a Marcio Sampaio desistindo de participar da ‘Mostra Drummond’ fui tomado de ansiedade e num ataque nervoso a dois pedaços de papel ‘cometi’ a ilustração para ‘Rapto’. Não sei qual será a reação do público, mas creio que causará uma certa polêmica. Não é nenhuma obra de arte e sim um desenho ansioso e… ‘mal feito’, se quiserem. Também o poema de Drummond é pouco conhecido e meu desenho é quase obscuro em suas alusões… […]. Vamos ver o que os mineiros pensam. Me chamarão de iconoclasta e rebelde, afinal fui o único desenhista mineiro a não desenhar montanhas e de São Drummond escolho mostrar o sexo. Nada da iconografia tradicional do poeta: óculos, bois e calmas e pensativas montanhas mineiras…”
Os desenhos da “Série” realizada em 1979 estão desaparecidos. Do mesmo modo, tem paradeiro desconhecido o trabalho de 1982. Segundo Guimarães e Polito, ao escolher o poema “Rapto” e produzir um trabalho “bem distante do quadro geral da mostra”, Daibert demonstra a forma crítica com que abordava as obras literárias. Há ocasiões em que os encontros tradutórios se dão sob o signo da fricção — como se cada linguagem resistisse à outra, ao mesmo tempo em que dela se alimenta. É nesse terreno instável, onde ver e ler deixam de ser operações separadas, que se situa o trabalho de Arlindo Daibert ao se aproximar da poesia de Carlos Drummond de Andrade. Apesar de referências aos trabalhos como “ilustrações”, de fato eles não o são. Assim classificá-los implicaria reduzir o alcance de uma obra que opera em outra chave.
O que Daibert realizou foi algo mais complexo: uma leitura visual que, longe de estabilizar sentidos, desloca-os, tensiona-os e multiplica-os. Essa percepção não é nova, mas ganha especial clareza na leitura atenta proposta por Ronald Polito, cujo ensaio “Drummond e Daibert” ilumina com precisão os mecanismos dessa aproximação. Ao destacar o caráter inventivo e não subordinado das imagens, Ronald Polito contribui para afastar definitivamente a ideia de ilustração como mera dependência da palavra. Seu trabalho evidencia que, no caso de Daibert, estamos diante de uma prática que lê a literatura com os instrumentos da arte visual e, ao fazê-lo, reinscreve-a em outro campo de experiência.
Parte significativa dessa compreensão é reforçada pelos próprios registros de Arlindo Daibert. Em seus diários, o artista não apenas documenta processos, mas reflete de modo consistente sobre suas escolhas formais, suas leituras e suas hesitações. Longe de funcionarem como simples bastidores, esses escritos revelam uma consciência aguda do gesto de interpretar, como se cada desenho fosse precedido, acompanhado ou tensionado por uma elaboração verbal. Neles, a aproximação com Carlos Drummond de Andrade aparece não como adesão, mas como problema: ler, nesse contexto, implica necessariamente transformar. Ao tornar visível esse movimento, os diários acabam por confirmar que o trabalho de Daibert se constrói menos como tradução da poesia e mais como um campo de experimentação entre linguagens, aproximando-o, já naquele momento da carreira, ao que Haroldo de Campos vinha formulando como “transcriação”.
O ponto de partida dessa operação talvez esteja na própria natureza da poesia drummondiana. Marcada por uma dicção que oscila entre o coloquial e o filosófico, entre o humor e a melancolia, a obra de Drummond constrói um universo em que o sujeito aparece frequentemente deslocado, dividido, em confronto com o mundo e consigo mesmo. Não é difícil perceber como esse campo de tensões oferece um terreno fértil para uma abordagem visual que recuse a linearidade e a transparência.
Daibert responde a esse desafio com um repertório imagético igualmente instável. Seus desenhos não procuram “explicar” o poema, tampouco fixar uma cena reconhecível que o leitor possa identificar de imediato. Ao contrário, frequentemente desarticulam a figura humana, fragmentam o espaço e introduzem elementos gráficos e textuais que interrompem a fluidez da leitura. Há, neles, uma recusa deliberada da evidência. Esse gesto não deve ser entendido como obscuridade gratuita, mas como uma forma de fidelidade, paradoxal, talvez, ao próprio espírito da poesia que os motiva. Se Carlos Drummond de Andrade constrói, em muitos momentos, uma linguagem que estranha o cotidiano e revela suas fissuras, Arlindo Daibert parece prolongar esse movimento no plano visual.
O resultado de tudo isso é uma obra que não acompanha o poema, mas o atravessa. Um dos aspectos mais instigantes desse diálogo é o modo como palavra e imagem passam a coexistir sem hierarquia definida. Em diversos trabalhos, o texto não desaparece diante do desenho; ao contrário, ele se insere na composição, fragmentado, deslocado, às vezes quase ilegível. Essa convivência não pacífica sugere que ler e ver são, aqui, experiências simultâneas e mutuamente contaminadas. Nesse sentido, pode-se dizer que Daibert realizou uma espécie de reescrita plástica da poesia de Drummond. Mas é importante sublinhar que essa reescrita não visou à síntese ou à clareza.
O humor, elemento central na obra de Drummond, também encontra ressonância no trabalho de Daibert, ainda que sob uma forma peculiar que desestabiliza. Figuras deslocadas, situações improváveis, composições que beiram o absurdo: tudo contribui para instaurar uma atmosfera em que o riso se mistura ao estranhamento. Esse aspecto é particularmente relevante porque impede que a relação entre os dois artistas seja lida apenas em termos de afinidade temática. O que se destaca é a maneira como esses elementos são formalmente trabalhados.
Em Drummond, a fragmentação se dá no plano da linguagem, na construção de imagens poéticas que frequentemente desafiam a lógica linear. Em Daibert, essa fragmentação ganha corpo na materialidade do desenho: linhas interrompidas, figuras incompletas, sobreposições que dificultam a leitura imediata. Em ambos os casos, o que está em jogo é uma recusa da transparência. E essa recusa, longe de afastar o leitor ou espectador, pode ser entendida como um convite. Diante de obras que não se oferecem prontas, somos chamados a participar mais ativamente do processo de significação. Ler um poema de Carlos Drummond de Andrade ou observar um desenho de Arlindo Daibert torna-se, assim, uma experiência que exige tempo, atenção e disponibilidade para o incerto. É justamente nesse ponto que o diálogo estabelecido entre os dois artistas revela sua força.
Arlindo Daibert incluiu também o retrato de Drummond em outras obras, como a colagem “Os macumbeiros”, da série “Macunaíma” (1982), hoje integrante da Coleção Gilberto Chateaubriand e cedida ao MAM-Rio. Daibert reafirmou muitas vezes a admiração pelo “poeta magro” que, conforme Murilo Mendes destacava, encarnava “um conflito entre o desejo de evasão e o de permanecer atento, na esperança de um mundo que se renove”.
Ao deslocar a poesia para o campo visual, Daibert não apenas propõe uma nova forma de leitura, mas também nos obriga a reconsiderar o que entendemos por leitura. Ver passa a ser uma forma de interpretar; ler, por sua vez, aproxima-se de um gesto visual. O trabalho crítico de Ronald Polito foi particularmente feliz ao evidenciar essa dimensão. Ao evitar reduções simplificadoras, seu ensaio permite compreender que o encontro entre Daibert e Drummond não se resolve em termos de dependência, mas de interlocução. Trata-se de um diálogo em que cada parte mantém sua autonomia, ao mesmo tempo em que se transforma no contato com a outra.

Para saber mais!
DAIBERT, Arlindo. Diários: excertos. In: GUIMARÃES, Julio Castañon; POLITO, Ronald (orgs.). Juiz de Fora: Ed. UFJF/MAMM, 2018.
POLITO, Ronald. Sobre um trabalho de Arlindo Daibert. Londrina: Visões da Arte, 2025.
POLITO, Ronald. Drummond e Daibert. Circuladô – Revista de Estética e Literatura do Centro de Referência Haroldo de Campos – Casa das Rosas, Dossiê Décio Pignatari: designer da linguagem, São Paulo, a. VIII, n. 11, dez. 2010.

