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04-03-2026 às 08h00
Alberto Sena*
Não se trata de estar de um lado ou do outro. Trata-se de estar é em defesa da paz mundial e evidentemente contra qualquer conflito que venha a gerar guerra, como vemos nos últimos dias.
O planeta foi dotado do suficiente e muito mais do que os seus habitantes, cerca de 9 bilhões de almas – com essa matança é capaz de possuir hoje muito menos – necessitam para viver bem e encher os celeiros.
Na língua portuguesa não deve existir expressão que signifique algo mais além de estupidez sem tamanho a necessidade de um país julgar superior aos outros e o seu presidente achar que governa o mundo. Se não aceitar o regime que os norte-americanos querem, tomam bombas, literalmente.
A via da diplomacia é a mais recomendável. Se os dirigentes das nações não praticarem as ações diplomáticas para resolver os seus problemas, o que poderá acontecer é o que já está acontecendo, e aquele que tiver a goela mais larga que engula o outro.
Dessa forma não há como alguma coisa funcionar no rumo da paz mundial. Não é concebível investir na busca da paz se preparando para a guerra. Só o fato de uma pessoa se armar ou uma nação se preparar para a guerra já diz tudo. Qualquer analfabeto faria a leitura: por que então se armar, quando poderiam estar em busca da paz interior?
A paz verdadeira não vem de fora para dentro, mas de dentro para fora e depende de cada uma das pessoas, individualmente, e, principalmente, dos seus governantes. Quem fizer uma pesquisa em meio aos norte-americanos para saber a opinião deles a respeito do governo do presidente Donald Trump, será positiva ou negativa?
Acredito que os norte-americanos já estão cansados de guerras. Os cemitérios nos Estados Unidos da América do Norte estão por todos os cantos, cheios de jovens que foram mortos em conflito. Existem entre 144 mil a 155 mil cemitérios no país número que abrange desde grandes cemitérios nacionais, gerenciados pelo governo, até pequenas necrópoles locais.
Será que, atualmente, os pais de jovens estão satisfeitos com a possibilidade de ver seus filhos indo para a guerra?
A mesma pesquisa poderia ser feita em Israel, que na realidade está aliada aos EUA com o intuito de ampliar a sua área de influência na Oriente Médio. O resultado poderia ser bem diferente porque os israelenses estão acostumados com conflitos desde a criação do estado, em maio de 1948, na ONU, Organização das Nações Unidas, hoje em dia tão desvalorizada.
É por tudo isso que, particularmente, desde criança, não encontro na língua portuguesa uma palavra mais forte do que Estupidez para explicar essa gana de, em vez de buscar a paz, as potências gastam montanhas de dinheiro para fabricar armas letais capazes de destruir a humanidade e a amada Terra uma porção de vezes.

