Deputado Tadeu Leite Martins, presidente da ALMG - créditos: ALMG
21-02-2026 às 14h46
Samuel Arruda*
Em um movimento que redesenha o tabuleiro político mineiro, deputados estaduais da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) que se articulavam para disputar uma vaga no Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG) decidiram abrir mão de suas postulações para declarar apoio ao presidente da Casa, Tadeu Leite.
A decisão, construída nos bastidores ao longo das últimas semanas, consolida o nome do parlamentar como favorito na disputa pela cadeira no órgão responsável por fiscalizar as contas públicas do Estado. O gesto de unidade entre os deputados sinaliza não apenas pragmatismo político, mas também reconhecimento da liderança exercida por Tadeu à frente do Legislativo mineiro.
Fontes da Assembleia apontam que o consenso em torno do presidente foi costurado com base em dois pilares: a capacidade de articulação institucional demonstrada ao longo do mandato e a busca por evitar divisões internas em um momento estratégico para o Parlamento.
Ao abrir mão da disputa, os demais postulantes reforçam a leitura de que a indicação de um nome de convergência fortalece a ALMG perante o Executivo e o próprio Tribunal de Contas. A escolha também tende a acelerar o rito interno para formalização da indicação.
Um dos aspectos mais comentados nos corredores da política é a juventude de Tadeu Leite. Em um cenário tradicionalmente ocupado por quadros mais experientes, sua trajetória meteórica o transformou em um dos nomes mais promissores da nova geração política em Minas Gerais.
A consolidação de seu nome para o TCEMG, paradoxalmente, também reacende debates sobre seu potencial eleitoral. Aliados não descartam que, em outro contexto, Tadeu pudesse despontar como postulante a cargos majoritários no Estado — inclusive ao governo mineiro — dada sua visibilidade, capacidade de diálogo suprapartidário e presença crescente no interior.
A eventual ida de Tadeu ao Tribunal de Contas representa uma mudança de papel: do protagonismo político no plenário à função técnica de controle externo das contas públicas. Trata-se de uma transição que, embora distinta da arena eleitoral, mantém relevância estratégica no desenho institucional do Estado.
Analistas avaliam que o apoio maciço recebido para a vaga no TCEMG consolida sua liderança e amplia seu capital político, ainda que em outro campo de atuação. Ao mesmo tempo, a movimentação evidencia a força de articulação interna da ALMG e antecipa possíveis rearranjos no comando da Casa Legislativa.
A decisão final agora depende do cumprimento dos trâmites regimentais e da formalização da escolha. Nos bastidores, porém, o clima já é de definição — com a base parlamentar fechada em torno do nome do presidente.
*Samuel Arruda é jornalista e articulista

