Transportes por hidrovias bateu recordes em 2025 - créditos: divulgação
08-02-2026 às 15h40
Direto da Redação
Um tema que já há muito tempo deixou de ser de somenos importância para se tornar uma questão grave, claramente de segurança nacional, chama-se hidrovia, transporte modal, o único a nos livrar da dependência exclusiva do transporte rodoviário, que maltrata as rodovias brasileiras.
Quem costuma praticar o exercício da boa memória sabe que é sempre bom se recordar de fatos históricos que nos remetem à reflexão, como o ocorrido ao presidente Salvador Allende, em 1973, no vizinho Chile. Ele foi derrubado logo depois de uma greve geral de caminhoneiros, o que gerou um colapso político, econômico e social.
No Chile, na ocasião, a paralisação dos caminhoneiros e seus patrões pôs o governo do País de joelhos. É um risco também para o Brasil e a única maneira de afastar tamanho risco é investir nas hidrovias, sob o comando da Marinha Brasileira (MB) o que já podia estar sendo feito em larga escala, considerando a quantidade de rios de Minas e no País.
As hidrovias podem retirar das rodovias uma quantidade enorme de caminhões e com a grande vantagem econômica de não precisar de reparos frequentes como as estradas asfaltadas.
Acontece de ouvir da boa de brasileiros perguntas sobre a nossa Marinha Mercante celebrada no dia 27 de dezembro. Se existiu e sumiu ninguém sabe, ninguém viu como na consagrada “Conceição”, da letra da música do nosso cancioneiro.
O Brasil é cortado por rios, que simbolizam verdadeiras artérias, como o Rio São Francisco, em Minas Gerais, chamado de Rio da Integração Nacional. Mas é necessário chamar a atenção porque os nossos rios não devem ser mais ignorados, são de muita serventia como meios de transporte economicamente viáveis, que certamente irão acelerar o desenvolvimento nacional, enquanto desafogam as rodovias, cuja manutenção é cara.
Além de produzir muita água, Minas produz minério de ferro, daí o complemento do nome “Gerais”. É neste Estado que é produzido o aço, principalmente ali no Vale do Aço, que acaba de receber da parte do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o programa “Conexões MME”.
Quem possui olhos de lince percebe que essa conexão trazida pelo ministro mineiro tem muito a ver com a bandeira assumida pelo Diário de Minas na defesa do protagonismo do aço mineiro na construção de navios. A missão jornalística é apontar caminhos e cobrar atitudes dos governos e da própria sociedade para a valorização do que é mineiro ou produzido em Minas.
Agora, atitude mesmo deve tomar a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) no sentido de ocupar hoje os espaços em todo território nacional com o aço mineiro.
Amanhã, quem sabe, levado aos quadrantes pela via do transporte modal, as tão sonhadas e cobradas hidrovias.

