Universidade Estadual Paulista - UNESP - créditos: Unesp
12-04-2026 às 16h40
Unesp para a Redação do Diário de Minas
A reitora da Unesp, Maysa Furlan, e a pró-reitora de Pós-Graduação (ProPG), Maria Valnice Boldrin participaram, nos dias 8 e 9 de abril, do evento de lançamento do Programa Redes para Internacionalização Institucional — Capes Global, promovido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em Brasília.
A cerimônia assinalou o começo da iniciativa, que busca fomentar a criação de redes de cooperação entre instituições de ensino superior e de pesquisa de diferentes regiões do país, com o objetivo de desenvolver atividades conjuntas de pesquisa e pós-graduação, inclusive em parceria com instituições internacionais. Ao todo, foram aprovadas 33 propostas, reunindo universidades e institutos de pesquisa de todo o Brasil.
A Unesp ficou responsável pela coordenação da Rede Conecta Mundi (RCM), que reúne, além da própria instituição, a Universidade do Estado do Amazonas, a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, a Universidade Federal de Sergipe, a Universidade do Estado da Bahia, e a Universidade Estadual do Oeste do Paraná.
Valber de Albuquerque Pedrosa, assessor da ProPG e responsável pelo programa na Unesp, explica que a proposta é integrar instituições de diferentes regiões do país, com visões similares sobre internacionalização e pós-graduação.
A RCM atuará em cinco áreas temáticas: Educação, linguagem, arte e cultura para a construção de uma sociedade plural; Tecnologias convergentes, materiais avançados e transformação digital, graduação; Saúde única: interconexão humana, animal, vegetal e ambiental; Desenvolvimento sustentável: biodiversidade, transição energética e mudanças climáticas; e Sistemas agroalimentares, produção animal e segurança alimentar.
O orçamento estimado é de R$ 70 milhões, que será distribuído entre as seis universidades participantes. Pedrosa afirma que o projeto prevê uma governança horizontal, na qual as decisões serão tomadas por um comitê gestor formado por representantes de todas as instituições. Dessa forma, os recursos poderão ser distribuídos de maneira proporcional ao porte das universidades e ao número de programas de pós-graduação ofertados.
Com os recursos, as pró-reitorias de pós-graduação abrirão editais para que estudantes de mestrado e doutorado possam inscrever seus projetos e realizar mobilidade acadêmica entre as universidades da rede e instituições internacionais. As propostas submetidas devem estar relacionadas às cinco áreas temáticas. “Na avaliação, serão considerados o projeto, a temática do estudo, o currículo do orientador e do supervisor, que receberá o aluno. Também teremos políticas de ações afirmativas para pessoas pretas, pardas e indígenas, além de mulheres, que terão prioridade na concessão de bolsas”, afirma Pedrosa.
Fatores como a governança horizontal, a distribuição proporcional do orçamento, a escolha das áreas e a amplitude da rede, que está presente em todas as regiões do país, contribuíram para que a RCM fosse bem avaliada pela Capes, alcançando a sétima colocação entre as 33 propostas aprovadas.

