Créditos: REUTERS/Adriano Machado
01-04-2026 às 15h40
Samuel Arruda*
O senador Rodrigo Pacheco oficializa nesta quarta-feira, 1º de abril de 2026, sua filiação ao Partido Socialista Brasileiro, em ato político realizado em Brasília, movimento que consolida sua aproximação com a base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e reposiciona o parlamentar mineiro no tabuleiro eleitoral de 2026. A mudança partidária ocorre em meio à articulação para uma possível candidatura ao governo de Minas Gerais, cenário no qual Pacheco passa a ser tratado como um dos principais nomes do campo governista, com potencial de unificar apoios e disputar diretamente com lideranças da direita no estado.
No mesmo dia, a divulgação de uma nova pesquisa do instituto AtlasIntel reforça o impacto imediato desse movimento político ao mostrar uma disputa acirrada entre Pacheco e o senador Cleitinho Azevedo na corrida pelo Palácio Tiradentes. No principal cenário de primeiro turno, Cleitinho aparece com 32,7% das intenções de voto, enquanto Pacheco registra 28,6%, diferença dentro da margem de erro, configurando um quadro competitivo e ainda indefinido.
A pesquisa indica que o desempenho de Pacheco varia conforme o nível de informação do eleitorado sobre alianças políticas. Quando os entrevistados são informados de que ele conta com o apoio de Lula, o senador ultrapassa o adversário e atinge 37,9%, contra 34,2% de Cleitinho, configurando empate técnico em um cenário mais politizado da disputa.
Em eventual segundo turno entre os dois, o levantamento aponta vantagem para Cleitinho, que soma 47% contra 42% de Pacheco, indicando que, embora competitivo, o senador recém-filiado ao PSB ainda enfrenta resistência em parte do eleitorado mineiro.
A combinação entre a filiação partidária em Brasília e os números da pesquisa evidencia um momento de inflexão na pré-campanha em Minas Gerais, com Rodrigo Pacheco emergindo como principal alternativa do campo governista e reduzindo a vantagem que, até então, colocava Cleitinho em posição mais confortável na disputa estadual. E, se os comentários de bastidores se confirmarem sobre a possibilidade de Aécio Neves vir a compor como vice, o cenário tende a ganhar ainda mais competitividade — abrindo espaço para uma reconfiguração decisiva das forças políticas e elevando o nível do debate em torno do futuro de Minas Gerais.
*Samuel Arruda é jornalista e articulista

