Créditos: Divulgação
04-02-2026 às 10h35
Direto da Redação*
Os brasileiros de modo geral precisam saber desde já como é grande a expectativa de que a “Margem Equatorial” confirme a previsão de possuir volumes expressivos de petróleo para encher bilhões de barris. Essa expectativa tem boa base, a fronteira geológica da “Margem Equatorial” brasileira é semelhante à da costa Norte da América do Sul, e isso pode significar o mesmo sucesso exploratório que transforma os países da região, como, por exemplo, a Guiana Francesa.
Ramsés Capilla geólogo máster da Petrobras lembra que a empresa começou a perfurar um poço exploratório em águas profundas do Amapá, a fim de coletar mais informações geológicas com intuito de avaliar a existência de petróleo e gás em escala econômica. Mais 15 poços exploratórios estão sendo abertos, com demanda de US$ 2,5 bilhões, ao longo de cinco anos.
Essas iniciativas todas têm a ver com as projeções da Petrobras: a partir da década de 2030, o Brasil poderá voltar a importar petróleo, devido ao declínio natural dos campos atualmente em operação. “A autossuficiência energética vai depender das reservas encontradas mais a produção, vinculadas às necessidades de demandas e crescimento econômico”.
Como disse ele, “para se ter segurança e soberania energética é fundamental que a empresa tenha em seu planejamento essa visão e sempre buscar novas fronteiras exploratórias. Esse é um dos motivos fundamentais para a exploração da “Margem Equatorial”.
Sem sombra de dúvida, a exploração petrolífera na região irá proporcionar a elevação do Produto Interno Bruto (PIB) do Amapá, e já está estimado em até 61,2%, além de gerar cerca de 54 mil empregos diretos e indiretos, como informa a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Além disso, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional e a Petrobras firmaram uma parceria de R$ 634,1 milhões para formar mão de obra, cadeias produtivas e outras iniciativas, tendo em vista o desenvolvimento socioeconômico regional.
Diante de um cenário tão promissor, o mínimo que se espera é que não sejam cometidos erros e que tudo se dê de modo responsável e sustentável, com especial atenção em relação ao meio ambiente tão agredido e comprometido.
A exploração deve se dar com base no conhecimento adquirido com o adjutório dos novos dados científicos, que, de antemão, sinalizam “grande potencial econômico, que certamente será refletido em ganhos socioambientais para todo o norte do País e para a economia nacional”.
Os mais otimistas percebem que “um novo Brasil” irá surgir ali naquelas águas, na jurisdição da Marinha do Brasil, que deve vigiar a área permanentemente devido às riquezas que o País precisa explorar.
O geólogo da Petrobras destaca, “a disseminação do conhecimento será o grande investimento para o desenvolvimento tecnológico para a região”.
Já o Almirante Monteiro antevê o aumento do número de plataformas, embarcações de apoio e fluxo de pessoal embarcado movimentando a região devido à exploração do “ouro negro”. Sem falar, mas falando, dos impactos sobre a segurança da navegação e sobre a atuação da Autoridade Marítima.
“Esse novo cenário ampliará substancialmente a demanda da Marinha por fiscalização do tráfego aquaviário, inspeções navais, salvaguarda da vida humana no mar, formação e certificação de profissionais marítimos e proteção de infraestruturas críticas offshore”, destaca o almirante.

