
Partido Comunista dava, no Brasil, seus primeiros passos, nos idos dos dias 25 e 27 de março de 1922, em Juiz de Fora. CRÉDITOS: Freepik
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25-03-2025 às 10h18
Wilson Cid*
Quando a organização do Partido Comunista dava, no Brasil, seus primeiros passos, nos idos dos dias 25 e 27 de março de 1922, em Juiz de Fora já era possível identificar alguns adeptos do marxismo entre trabalhadores, igualmente encontradiços nos meios anarquistas que ostentavam a marca visível da presença de italianos.
Mas quase todos atuantes na liderança operária das greves e das concentrações patrocinadoras de reivindicações básicas, como a redução para oito horas da jornada de trabalho, descanso semanal aos domingos e nas datas santificadas.
Propostas que vinham de greves recentes, as mesmas que sempre esbarravam na resistência da Câmara Municipal, onde homens como Oscar Vidal defendiam que questões trabalhistas deviam ser tratadas entre os patrões e empregados. Apenas entre eles. Era o mesmo que recomendar ao operariado que contivesse seus sonhos, como logo perceberiam os simpatizantes do nascente marxismo.
Comprova a existência aqui de um foco voltado para Marx o fato de Juiz de Fora já ter designado representantes naquele congresso de março, no Rio. Nossos delegados viajaram, mas não conseguiriam chegar a tempo, frustração explicada pela deficiência do transporte naquele tempo. A ausência em nada comprometeria os resultados, pois o que eles pensavam e queriam era o mesmo que pensavam e queriam os comunistas de todo o Brasil, salvo algum aspecto regional.
São escassas as informações sobre o que pretendiam aqueles primeiros delegados, mas é certo que figurava a jornada de trabalho de oito horas, e, como preocupação paralela, a ocupação da mão de obra dos menores, sobre os quais pendiam abusos não muito diferentes da escravidão.
Anotações que remontam a 1920 informam que se deveu a José Honorato, operário, os primeiros discursos que se ouviu sobre o comunismo nas assembleias dos sindicatos e nas salas das Caixas Auxiliadoras, estas mesmas que poderiam ser tratadas, com algum esforço e boa vontade, como embrião da futura Previdência Social. Honorato tinha 20 anos, quando procurou agitar as massas para retirá-las da sonolência.
José Honorato nasceu em 1902. Quando morreu, aos 82 anos, já sem atividade política e tendo de assistir aos retrocessos de um PC mergulhado em longas clandestinidades. Mas as poucas atas que sobreviverem destacam o esforço daquele trabalhador pelo ideal distributivista.
Menos ainda se sabe sobre José Cesário Carneiro Leão, este certamente o primeiro comunista de Juiz de Fora. Jornalista do “Dom Baltazar” e escrivão de polícia. Vivia na Rua Silva Jardim, 326, onde morreu na miséria em novembro de 1930. Em rigor, não se pode creditar a ele uma contribuição política significativa para o progresso do Partido, porque Carneiro Leão era um sonhador lírico das igualdades impossíveis. Ao mesmo tempo em que fazia discursos improvisados na Rua Halfeld, distribuía tudo que tinha entre os mais necessitados, porque era assim que via a essência da igualdade comunista.
Foi o tempo desse e de outros apaixonados líricos. E enquanto viveram dessa paixão não tinham como temer a repressão policial posta à disposição da estrutura do poder oligárquico. Mas isto teria um fim.
Com o Estado Novo, como Getúlio Vargas rotulou sua ditadura, veio a repressão. Já havia o grave antecedente de 5 de abril de 1932, quando polícia e o exército foram à rua contra as manifestações que vinham desde o ano anterior. Muitas prisões e casos de excessos praticados por “investigadores”, como se chamavam os agentes da polícia civil. Diante de tal tratamento, os comunistas se viram forçados a dar um passo objetivo, em nome de uma organização mínima, e partir para ações concretas, ainda que a tal disposição o governo respondesse com mais violência.
Nesse período, perde-se a primeira vida de um comunista, hoje esquecido, mas por algum tempo celebrado como o mártir da causa. Em fins da década de 30, a polícia matou um militante, o alfaiate Luiz Zúdio, na noite em que pichava muros em São Mateus com palavras de ordem contra a ditadura e a favor do comunismo. Nesse ano de agitação trabalhista já funcionava um comitê de greve na fábrica Bernardo Mascarenhas, e os operários obtiveram algum progresso na pauta de suas postulações.
Entre 1943 e 45, vários fatos amadureciam o propósito da representação política; porém demonstrado estava que os progressos seriam lentos. É quando surge o nome de Lindolfo Hill, sem dúvida a principal expressão do PC na cidade, o que seria confirmado com sua indicação para integrar o Comitê Central na década de 50. Hill foi vereador e com ele à tribuna da Câmara Municipal, pela primeira vez, subiram as ideias e os ideais comunistas.
Consequência natural do que ele e seus companheiros realizaram é que logo Juiz de Fora e Cataguases, os dois grandes centros fabris, projetariam o PC em toda a Zona da Mata. Nesse mister, a região se antecipou às demais em Minas. A expansão regional se revelou de tal forma sensível, que o comando estadual cuidou de destacar Dimarco Reis para, a partir daqui, coordenar as ações no Estado. Mais tarde, Dimarco transferiu-se para Conselheiro Lafaiete.
Por iniciativa de Lindolfo Hill e Irineu Guimarães, também eleito vereador, foi possível, em 1947, com a redemocratização, extinguir a prerrogativa da prefeitura de impor aos meninos da Chácara de Menores (precursora da Febem) a obrigação de capinar as ruas da cidade, sem qualquer remuneração ou benefício, além do asilo.
A cidade ainda era uma referência do PC em 1945. O diretório municipal, sob vigilância dos órgãos de segurança, mantinha-se atuante, tendo em Marco Antônio Tavares Coelho a figura de destaque. Outro da cidade que chegaria ao Comitê Central. Foi essa a época em que se celebrizava um militar gaúcho, Luiz Carlos Prestes, que vinha da epopeia da Coluna que ficou com seu nome – Coluna Prestes. Ninguém tanto como ele viria, nos anos seguintes, a sonhar com a ditadura do proletariado. No auge de seu prestígio, estimulando adesões e pregando as ideias revolucionárias, naquele ano, esteve pela primeira vez em Juiz de Fora. Fez comício, foi hospedar-se na casa da família Medeiros, e visitou o professor Irineu Guimarães, o que mais tarde lhe valeria indisposição com o governo. Irineu também havia participado, na Europa, da Conferência da Paz, aprofundando os rancores da oligarquia local. A Conferência, longe de ser apenas um simpósio comunista, foi um apelo à cessação das hostilidades entre os povos.
Violências, como se viu e muito ainda se veria frequentam a crônica do Partido Comunista, quaisquer que fossem as razões ou pretextos. Como o que se deu em 3 de janeiro de 1951, para o aniversário de Prestes. Os comunistas se reuniram na Praça da Estação para comício comemorativo, mas a polícia não quis saber da festa, chegou com violência para dispersar. Muitos feridos e presos.
Interessante observar que naquele cenário de forças tão desiguais quem se destacou foi uma mulher, Dona Filinha, comunista feroz, que não fugiu, mas partiu para o enfrentamento. Pouca importância ela conferia aos riscos da clandestinidade.
Havia um outro ativista em destaque, conhecido como Ramos, que trabalhava na Alfaiataria Vicente Rosa, tradicional na esquina da Halfeld com Getúlio Vargas. Essa alfaiataria, com o tempo passando, iria se tornar não mais ponto de referência de políticos, mas alegre convivência de boêmios e intelectuais.
A militância vinha de setores mais expressivos que empregavam o operariado. Nas primeiras décadas não havia greve capaz de exercer pressão se não tivesse logo o apoio dos alfaiates, dos carroceiros e dos trabalhadores em calçados. Construíram, ao seu tempo, o poder de mobilização que depois teriam os tecelões e motoristas.
Há que se atribuir um papel aos anarquistas italianos, nos quais as expressões marxistas locais foram buscar ânimo para saltar dos sonhos acomodatícios para ganhar as ruas e nelas contestar o patronato. Por isso, estavam atuantes na greve de 1920, que marcaria a conquista, em fevereiro do ano seguinte, da jornada de 8 horas de trabalho. A experiência de contestação dos italianos vinha das reuniões agitadas da Società Operaria e da Società Umberto Primo.
Naquelas reivindicações de rua, eram raros os intelectuais. E foi pouco o que sobre elas se escreveu, exceção feita, anos mais tarde, para a pena do professor José Paulo Neto, lido e estudado em todo o País, indiscutivelmente a maior contribuição de um escritor local para a divulgação das ideias marxistas. Nascido no Vitório Braga, hoje quase octogenário, viveu a juventude na cidade, exilou-se em Portugal e na América Central, voltou para viver em São Paulo. Em alguns dos muitos livros que escreveu, identifica-se como “pesquisador independente com experiências docentes na UFJF”. Foi crítico literário do “Diário Mercantil”, e em 1978 já estava publicando “Possibilidades Estéticas em História e Consciência de Classe”. Em 82, com Florestan Fernandes, ofereceu “Stalin”, da Editora Ática. E, melhor de todos, em 2004, “Marxismo impenitente”, da Editora Cortez. Hoje, seguramente um dos mais importantes pensadores marxistas da América Latina. Sua mais recente obra, “Karl Marx”, é uma biografia definitiva.
Já bastante conhecidas nesse tempo estavam as atividades de um comunista altamente coerente com seus princípios, Mílton Fernandes, barbeiro da Avenida Sete de Setembro. No golpe de 64, seria um dos mais perseguidos pela repressão, o que não constituiu exceção em sua biografia, pois incontáveis as vezes em foi preso. Não seria distorcer os fatos afirmar que seu partido o ficou devendo o diploma de persistência.
Ainda em 64, preciso lembrar, caindo o presidente João Goulart e tombando a democracia, que foi para os porões nos 20 anos seguintes, o velho PC e seus agentes passariam a enfrentar novas agruras, não só em Juiz de Fora, mas no Brasil inteiro. O partido retoma a antiga clandestinidade e procura se defender, como possível, das perseguições e dos processos que levaram muitos deles ao banco dos réus diante do Conselho de Justiça da Quarta Região Militar. As acusações mais frequentes: proselitismo e preparação de luta armada.
Passados dois anos, um pouco mais, ainda sob os riscos sinistros do golpe, o partido procurava se organizar em três comissões básicas: agitação, educação e ação universitária, esta uma área em que as ações vinham se mostrando muito fracas. Mas esse trabalho vai resvalar para a ruína em 1971, reflexo de dissidências no comando nacional, das quais os juiz-foranos não teriam como escapar. Mesmo assim, foi possível integrar o Comitê Regional, com reuniões ordinárias e distribuição do jornal “Voz Operária”, panfletário dos comunistas.
Em hora de soberanos delatores, os encontros não dispensavam certos cuidados, como os que se realizavam em casa modesta de Santa Luzia, onde os filiados chegavam em caminhos orientados por pequenas lanternas. A luz frágil indicava o local da reunião. Não se pode dizer que ali tenham sido tomadas medidas importantes, pelo menos que se desdobrassem em atos concretos e ações objetivas.
Sobre as eleições. Poucas vezes os candidatos marxistas tinham condições de apresentar, claramente e com segurança, seus propósitos ideológicos. Em muitos casos, abrigavam-se em coligações formadas por partidos oposicionistas. Foi o que certamente contribuiu para impedir que a legenda comunista medisse, com alguma exatidão, sua real força nas urnas, o que só seria possível mais tarde, com a exposição de alguns projetos socialistas, tal como se deu em 1962, quando a militância apoiou, através do Partido Socialista Brasileiro, as candidaturas de Raimundo Nonato Lopes para prefeito (1.497 votos, em quinto lugar) e Irineu Guimarães para vice-prefeito (2.522 votos, em sexto lugar).
Nos anos seguintes, as opções não permitiram ir além da adesão a candidatos oposicionistas. E, por mais artificial e desanimado que fosse esse apoio, em 1966 os comunistas da cidade estavam com Israel Pinheiro para governador, Itamar Franco para prefeito, e o poeta e advogado Roberto Medeiros para deputado estadual. Israel, para decepção do PC, emigrou e manifestou alinhamento com o governo federal, quando ainda havia urnas fechadas… Na eleição de 1970, seguiram o candidato do MDB a prefeito, Agostinho Pestana. A explicação era a de sempre: apoiar os candidatos menos reacionários.
Hoje, passados os anos, vividas as vicissitudes, o PC tenta reconstruir sua identidade, para muitos uma quimera. Prestes morreu, a Rússia já não é a mesma, caiu o Muro de Berlim, a legenda se rachou em três direções. Na cidade, sobrevive com o ideal de alguns profissionais liberais e sindicalistas, não suficientemente estimulados, com espírito indisposto aos mesmos sacrifícios que marcaram a vida dos que os antecederam.
Na referência aos intelectuais, mostrou-se discreta sua participação nas manifestações de massa, o que, pelo menos em parte, deveu-se à presença das chamadas classes produtoras, que sobre eles influíam, principalmente quando a intelectualidade local estava concentrada no campo dos profissionais liberais; os advogados, por exemplo. Os líderes dos produtores, muitos dos quais originários da cafeicultura, temiam no comunismo a ameaça de tomada de suas propriedades, e foram buscar proteção na Igreja Católica, para reprimir o pensamento dos que se colocavam à esquerda. E não calcularam mal, porque setores religiosos mais conservadores alimentavam idênticos temores; e, para tanto, levantavam a poderosa bandeira da resistência ao marxismo ateu. Muitos que escreviam e estudavam acharam conveniente evitar a exposição.
Estranhamente, o partido desconheceu católicos de expressão que se manifestavam contra excessos do capitalismo e dos patrões da cidade. Podiam ter se fortalecido nos discursos de alguns pensadores, pois, em certo sentido, as preocupações guardavam certa semelhança, a começar pela condenação que se praticava nas fábricas sobre direitos mínimos dos trabalhadores. Parece que aos marxistas tal semelhança seria inconveniente, e os camaradas preferiram silenciar e praticar reservas nas relações com os católicos. Um descuido de reflexão que custou a ser superado. Não fosse tal resistência, eles teriam aplaudido o que Mata Machado escreveu em “O Diário”:
“Os totalitários de direita não fizeram se não explorar o medo do comunismo. Muitos são anticomunistas, porque o comunismo perturba a ordem egoística de cada um”.
Mata Machado convivia e se correspondia com escritores de Juiz de Fora, que também colaboravam naquele jornal. Sobre ele jamais caiu qualquer suspeita de simpatia em relação às ideias de Marx e Engels.
Em março de 1950, “A Ordem”, revista católica, advertia que “os patrões de hoje, consciente ou inconscientemente, são os beneficiários intransigentes de um regime econômico iníquo”. Ou, não menos importante, que se interessassem pelo debate que sobre seus interesses Gilberto Alencar e Amanajós Araújo travavam nos jornais. Gilberto, autor de “Tal Dia é o Batizado”, estimulava os trabalhadores e comunistas a não desistirem das manifestações de rua, pregando que a agitação dos operários é benéfica em seus resultados”, ao que Amanajós reagia, afirmando que a greve seria prejudicial à estabilidade do trabalhador. Digladiaram longamente sem apoio setores envolvidos.
Em meados de 1982, como editor político do “Diário Mercantil”, estive duas vezes com Luiz Carlos Prestes, no Rio, que recebeu a mim e a Jorge Couri no apartamento de Sá Pires, conceituado médico, que havia sido um dos brasileiros no Congresso Mundial da Paz, em Viena. Estávamos à procura de informações sobre a vida de seus camaradas em Juiz de Fora, e foi capaz de citar alguns deles.
Prestes vivia então uma fase crítica em suas relações com o Partido, onde expressiva facção a ele reagia, acusando-o de intolerância com “novas ideias”, o que o preocupava tanto quanto o destino de comunistas desaparecidos. Por onde andariam, em que porões da ditadura padeciam, em que covas rasas teriam sido esquecidos muitos militantes, como David Capistrano, João Massena, Walter Ribeiro, Luiz Maranhão, Elson Costa, Hiram Pereira, Itair Veloso, Jaime Miranda, Orlando Bonfim e Nestor Veras?
Sobre esses e outros, o velho líder disse que “nos orgulhamos da abnegação com que membros do PCB lutaram pelos interesses dos trabalhadores, pelas liberdades democráticas e pelo progresso social”.
Na Europa, Prestes tivera breve encontro com Domenico Marchioro, notável expressão comunista da Itália em mais de três décadas, e que durante algum tempo viveu em Juiz de Fora, empregado, ainda jovem, da Industrial Mineira, onde conheceu suplícios tais, que certamente contribuiriam para alimentar seu horror ao capitalismo.
Luiz Eduardo de Oliveira, em “Os Trabalhadores e a Cidade” (livro obrigatório para quem se interessar pelas relações de trabalho e da escravidão) fala sobre Marchioro, que de Juiz de Fora partiu para Itália em 1924, para ingressar na Juventude Socialista. Depois, militando no comunismo, representou o Partido na Constituinte e foi vereador em Schio, Vicenza. Jair Lessa, do Instituto Histórico e Geográfico, andou pesquisando sobre os poucos anos de Marchioro na cidade; e suponho que os dados obtidos estejam nos rascunhos de um livro que não chegou a publicar.
Em 28 de junho de 1986, depois de um encontro estadual e a publicação da Resolução da direção nacional enunciada como “Um novo bloco político para mais democracia e justiça social”, o Partido Comunista de Juiz de Fora elaborou documento de autocrítica, lamentando muito os erros cometidos e o tempo perdido, embora para tanto dispusesse de “quatro anos de ação legal, fato inédito!”, referindo-se ao fim da atividade clandestina.
As queixas centravam-se na incapacidade de arregimentar adeptos, falhas conservadas dos tempos clandestinos, falta de trabalho sistemático de organização, fracasso nas eleições e discurso tímido.
Vale a transcrição do trecho mais importante do balanço elaborado pelo partido, tomado como base o período de setembro de 85 a junho de 86:
“Consideramos que todos esses fracassos se devem às nossas dificuldades no campo político-ideológico, de recursos humanos e financeiros. Faltou-nos uma comissão harmônica e material humano para formar quadro. Não há formação teórica adequada nem intercâmbio de informações. A falta de harmonia entre os membros da Comissão Diretora e sua dificuldade de trabalho resultaram em bloqueios que dificultaram a atuação do partido”.
A acusação de imobilismo daquela Comissão teria sido o pecado maior, pois sob “centralização excessiva, tolheu iniciativas dos militantes”.
* Wilson Cid é jornalista
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