Créditos: Divulgação
07-04-2026 às 16h11
Anna Marchesini*
No último domingo, enquanto caminhava pelas ruas, fui surpreendida pelo poema de Cecília Meireles, “O Fim do Mundo”. O texto, que começa com as palavras “O fim do mundo é um lugar comum / Onde todos os começos se encontram”, me fez refletir sobre a natureza da mudança e a importância da unidade.
Mas, afinal, o que é o fim do mundo? É um evento apocalíptico, um desastre que destrói tudo o que conhecemos? Ou é, na verdade, uma oportunidade para mudar, para renacer e se transformar? A poesia de Cecília Meireles nos lembra que, no fim das contas, tudo se transforma e se renova. As coisas que parecem terminar são, na verdade, novos começos disfarçados.
No contexto das manifestações políticas, as bandeiras se multiplicam, cada uma representando uma causa, uma luta, uma esperança. Mas será que estamos realmente trabalhando pelo bem-estar de todos, ou apenas defendendo nossos próprios interesses? A poesia de Cecília Meireles nos lembra que somos todos parte de uma mesma humanidade.
Talvez o problema não seja a bandeira, mas sim a forma como a usamos. Podemos encontrar um jeito de unir nossas vozes, em vez de nos dividir? O que importa é o que está no coração de quem as carrega: a emoção, a paixão e a compaixão.
É fácil se perder no barulho das opiniões alheias, no meio das discussões e das divergências. Mas, se pararmos para ouvir, podemos ouvir as vozes que nos cercam, entender as dores e as alegrias dos outros. Podemos unir nossas bandeiras, criar uma tapeçaria de cores e texturas que represente a diversidade e a complexidade da vida.
O fim do mundo? Talvez seja apenas o começo de uma nova era, uma era de harmonia, respeito e amor. O poema de Cecília Meireles nos inspira a ver o mundo de uma maneira diferente, a encontrar a beleza no caos e a esperança no desconhecido.
É um convite a mudar nossa perspectiva e a trabalhar juntos para criar um mundo mais justo e igualitário. É um lembrete de que, no fim das contas, somos todos parte de uma mesma humanidade, e que juntos podemos criar um futuro melhor.
Vamos aceitar esse convite? Vamos trabalhar juntos para criar um mundo onde a compaixão, a empatia e o amor sejam as bandeiras que nos unem?
*Anna Marchesini é Educadora e Palestrante

