
Um jogo inesquecível. CRÉDITOS: Freepik
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03-04-2025 às 09h09
Eduardo Castor*
É não dá pra esquecer mesmo! Foi uma noite daquelas.
O time da faculdade, a Fafi-BH, faria a preliminar de Atletico x Flamengo, no Mineirão.
Convenci minha mãe a ver o jogo, do Galo, claro, e o nosso, na preliminar.
Neste dia, houve prova em vários cursos e foi difícil arrumar um time pra enfrentar a Faculdade de Direito da UFMG.
E fomos lá! Uma meia dúzia ou sete.
Ficamos no túnel onde ficava o Cruzeiro.
Pior. Não sei o porquê, mas o nosso uniforme tinha a cor celeste, ao invés do tradicional com a camisa branca, calção e meias na cor vinho.
Entramos com sete e recebemos sonora vaia da torcida do Galo que, obvio, passou a apoiar nosso adversário e vaiar sempre que tínhamos a bola.
O resultado foi que perdíamos de 2 a 0 em menos de 30 minutos.
Para piorar ainda mais escorreguei ao bater um pênalti e chutei na mão do goleiro.
Só ouvi um grito – tira o dez- e era in con fu di vel – era a voz de minha mãe pedindo pra eu sair.
Ao irmos pro intervalo, o Luizinho, irmão de César e Caio Paulista, ainda me gozou, dizendo que categoria pra cobrar o pênalti que desperdicei.
Ao final, perdemos por 3 a 1, golaço do Gatão, arrematando da entrada da área no ângulo direito do goleiro.
Um belo gol pruma noite onde tudo ou quase tudo deu errado.
* Eduardo Castor é jornalista