Créditos: Diário de Minas/IA
14-01-2026 às 08h34
Direto da Redação*
Que a entidade chamada Água “é direito, é vida e é responsabilidade de todos”, nós sabemos, mas a grande maioria das pessoas ignora o que acontece com ela quando o assunto são as bacias hidrográficas. Bacias essas que estão em vias de serem capturadas, na surdina, pelos que querem privatizá-la para uso próprio, contrariando o direito de cada um, porque, até então, não se inventou nada capaz de acabar com a necessidade humana de sorver dois ou mais litros de água por dia para se manter vivo.
A realidade demonstra a necessidade de tornar o tema em tela mais divulgado para que possa ser do domínio público e a participação da sociedade porque a Água é do interesse de todos nós dependentes dela 24 horas podia.
As ameaças de apoderar das nossas águas partem de poderosas multinacionais e a sociedade brasileira deve ficar bastante atenta para não ser apanhada de surpresa, inda mais sabendo que temos um Congresso Nacional atual, que ganhou a pecha de “inimigo do povo” e aceita tudo que contraria os desejos e as necessidades populares, pensando só neles mesmos e no empresariado.
Neste janeiro de 2026, a Lei das Águas completou 29 anos. Lei nº 9.433/1997, responsável por marcar um tempo novo para o Brasil ao reconhecer a água como “um bem público, finito e de valor econômico”. Mais: e fortalecer a gestão descentralizada e participativa, com papel central dos Comitês de Bacias Hidrográficas.
O compromisso de defesa da Política Nacional de Recursos Hídricos foi reafirmado no Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas, inclusive com o fortalecimento dos Comitês como “espaços de diálogo, construção coletiva e cuidado com as águas do País”.
Para termos uma ideia melhor do risco e do perigo que todos nós corremos vamos dar um pulinho lá na Patagônia, na Argentina, que desde já vive experiência semelhante a que estamos no limiar e não podemos deixar o poder econômico se sobrepor aos interesses da coletividade.
Os exemplos do que acontece na Patagônia argentina começam com desafios na gestão de recursos naturais e conflitos socioambientais e acabam repercutindo na instabilidade econômica e política. Os investimentos, como é sabido, são como aves de arribação. Seguem o ramerrão, quando faz bons tempos eles vêm, quando faz tempos ruins eles se vão.
Patagônia é rica em recursos naturais e também em conflitos comunitários porque sempre há o risco de contaminação da água e do solo, além do bem natural comprometido.
Chovem críticas contra as empresas que causam danos ambientais e esgotamento de mananciais, comprometendo a biodiversidade e causando os mais diversos impactos no meio ambiente.
O que acontece na Patagônia, resumidamente, sugere às multinacionais que lá estão a necessidade de haver o equilíbrio entre a busca por lucros com a responsabilidade social. Mas também com o ambiente sustentável e meios de discutir política e economicamente todas as questões.

