
Mineradora não respeita limites ambientais - créditos: Voz Ativa
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29-03-2025 às 08h38
Direto da Redação
Que neste Estado as minas são gerais, não há a menor dúvida quanto a isto. E que a mineração é inevitável, simplesmente porque um montão de coisas das quais dependemos no dia a dia são originárias das minas gerais.
Mas não é por que a mineração é inevitável, que os empresários mineradores podem ir metendo a mão no nosso minério de qualquer jeito. A mineração por si só degrada o solo e é até compreensível, por que não há como mexer embaixo da terra sem degradar a parte da superfície.
Mesmo legalmente, a mineração degrada o meio ambiente e muito mais degradam os maus empresários, que só pensam neles mesmos e o quanto irão faturar, sem dar a mínima atenção para o que der e vier.
É o que está fazendo uma mineradora que destruiu uma caverna protegida em Ouro Preto. É a chamada “Patrimônio Mineração”, cujas máquinas foram flagradas por drone nas proximidades de uma gruta, que desmoronou.
Sem autorização para operar na área, este é só mais um mau exemplo, que, por falta de uma punição rigorosa dos órgãos responsáveis pelo meio ambiente, vem se repetindo a cada ano e esses maus empresários só são denunciados depois que cometem o crime. E muitas das vezes não são punidos e, porque não o são, voltam a cometer infrações em frontal desrespeito ao patrimônio ambiental.
Elizandra Goldoni Gomig, presidente da Sociedade Brasileira de Espeleologia divulgou nota de repúdio:
“O soterramento da gruta em Ouro Preto representa uma afronta à legislação ambiental brasileira, além de provocar danos irreparáveis ao patrimônio natural e cultural da região. A Sociedade Brasileira de Espeleologia entende que a omissão de informações, aliada à falta de fiscalização adequada, não pode ser tolerada. É imperativo que este caso seja tratado com a seriedade e a urgência que merece, a fim de assegurar a responsabilização dos envolvidos e a proteção do meio ambiente para as futuras gerações”