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06-03-2026 às 08h31
Alberto Sena*
Já faz um tempo estou a alertar sobre a necessidade de pôr mais poesia no mundo, este nosso mundo tão fragmentado por guerras, atualmente. A poeta escritora lá de Montes Claros, no Norte de Minas entrou em sintonia e vai lançar a sua mais recente cria, uma maneira de dividir suas memórias e afetos em versos, poesia, com o público em geral.
Nasceu então, de parto normal, “Dias Tão Azuis”, de Marta Verônica, com os condimentos de “afetos e memórias”, o que faz bem ao coração, a alma e a massa encefálica dela e nossa, como sendo uma maneira de transmitir o que se passa por dentro dela, com o adjutório do que vem de fora do ser poeta.
Será em Montes Claros, no dia 20, na Casa do Rotariano, Rua Walter Ferreira Barreto, 150, Bairro Ibituruna, em Montes Claros, e como recebi um exemplar, podia destacar este ou aquele poema ou evento de memória, no entanto, em respeito e homenagem às mulheres, opto por este que se segue: “O Pacto da Não-violência”
“Cresci em meio machista,
Onde mulher, se tivesse juízo,
Obedecia, servia, entendia e,
Quase sempre aceitava.
Nunca me conformei com isso.
Por muito tempo estudei e trabalhei,
Me preparei para a vida adulta e financeira,
Quando me casei, um pacto de não violência solicitei,
Não pretendia com isso ter um mar de rosas,
Mas, uma convivência saudável.
Onde minha voz fosse respeitada.
Quarenta e quatro anos depois,
Posso dizer, sem medo de errar:
É possível!”
Este poema é mais um fruto do rebento que Marta Verônica Vasconcelos Leite publica, ela que integra o Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, é membro da Academia Feminina de Letras Mineira e da Academia Inclusiva Brasilense, com vários livros já publicados.
Com esta publicação, Marta Verônica comemora “sete décadas de vida com poesias e memórias”, da maneira que ela diz que mais gosta: “Escrevendo um livro sobre a minha história e reunindos amigos para essa efeméride”.

*Alberto Sena é Jornalista

