Créditos: Divulgação
03-02-2026 às 15h24
Direto da Redação*
Evidentemente, o Brasil precisa ser visto como um território independente e soberano, que deve ser cuidado pelo Governo Federal e por nós mesmos da melhor maneira, mas há regiões que, na conjuntura atual, ganham importância maior e precisam ser protegidas para que não acontece de nenhum espertalhão crescer os olhos e se apossar do que é dos brasileiros.
Um exemplo bastante atual são as riquezas que o Brasil possui no fundo do mar, riquezas que muitos países não possuem em terra, diga-se de passagem. Nesta seara, a referência é a Margem Equatorial brasileira, que precisa ser divulgada para o conhecimento de todos. E sob a vigilância permanente da Marinha do Brasil, a essa altura bem equipada para assegurar a devida proteção das riquezas encontradas numa linha que vai do Amapá ao Rio Grande do Norte, sem dúvida um Brasil engrandecido vai surgir naquela região brasileira.
É para lá que o Brasil irá pender daqui por diante por trata-se de uma região com potencial petrolífero e de gás o maior do País até agora. Estudos técnicos realizados dão conta de um potencial entre 10 a 30 bilhões de barris de petróleo que podem garantir o abastecimento por décadas e poderá gerar milhões de empregos. O impacto positivo é enorme porque desenvolverá regiões com o fortalecimento da economia.
Mas quanto maior o tesouro, maior é a necessidade de proteção e é neste ponto que se deve insistir porque talvez o trabalho maior fique por conta da Marinha do Brasil, responsável por cuidar das águas dos mares e rios, a qual caberá manter vigilância e fiscalização permanentes da Margem Equatorial brasileira.
Para contextualizar e facilitar o entendimento do leitor convém recordar que, no ano de 2025, o Brasil garantiu o direito sobre uma área marítima de 360 mil km² entre o Amapá e o Rio Grande do Norte. Com potencial estimado em até 30 bilhões de barris de petróleo, a chamada Margem Equatorial se consolida como a nova fronteira energética do País – e coloca sob os holofotes questões de infraestrutura, segurança marítima e presença estatal.
Há até a até a possibilidade, segundo especialistas, de que a região venha a triplicar as reservas petrolíferas nacionais, de modo a superar a Guiana, onde a descoberta de grandes campos de petróleo acelerou o seu crescimento econômico.
Guiana se tornou um exemplo emblemático dessa transformação. Grandes reservas de petróleo foram descobertas lá em 2010 e a economia local aumentou de modo exponencial, com projeção de crescimento médio de 14% nos anos seguintes, segundo o Fundo Monetário Internacional. A proximidade com a Margem Equatorial brasileira dá uma ideia do tamanho e da relevância da região e as autoridades brasileiras devem estar atentas e redimensionar a segurança na região.
Como explica o Subchefe de Estratégia do Estado-Maior da Armada (EMA), Contra-Almirante Sandro Baptista Monteiro, “as estimativas representam potencial geológico “in situ” (volume bruto de óleo presente nas rochas do subsolo), calculado a partir de dados sísmicos e analogias com bacias semelhantes, sem que haja ainda confirmação de descobertas comerciais. Estas somente podem ser avaliadas após perfurações bem-sucedidas, testes de formação, avaliação de reservatórios e comprovação de viabilidade econômica”.

