Lula não responde, por enquanto, sobre convite para participar do Conselho de Paz de Trump - créditos: divulgação
25-01-2026 às 14h40
Alberto Sena*
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva não deve aderir ao Conselho de Paz de Gaza. É aquilo que disse no artigo anterior – “Macaco velho não mete a mão em cumbuca”. Donald Trump que ser o dono do conselho. Ele, além de não ter credibilidade para tanto estará passando por cima da ONU, que, na realidade, precisa de atenção, ser reforçada com a adesão de outros países e continuar a sua missão. Independentemente dos EUA.
Trump percebe que ganhou a antipatia popular de vários países do mundo tudo por causa dos seus modos prepotentes, violentos. Quer mostrar poder pela força do Exército e ninguém mais aguenta isso.
E assim os EUA vão perdendo terreno para a China, Brasil, Índia, Rússia, que, junto a outros países formam o Brics que promovem o livre comércio mundial independentemente do dólar.
Além de querer levar para si o Conselho de Paz, Trump não convidou nenhuma autoridade palestina para participar, mas Netanyahu, de Israel, foi um dos primeiros, o que aos olhos do lúcido presidente Lula, não é uma atitude correta.
Depois do que fez na Venezuela, da forma como fez e as suas reais intenções, Trump se revelou e o mundo não aceita mais, a essa altura do ano de 2026 da graça de Nosso Senhor Jesus Cristo esses modos. A diplomacia existe para conduzir conversações e evitar até mesmo situações adversas como invasão de um país.
Ademais, Trump não possui perfil de quem possa buscar a paz – ao contrário, os trejeitos dele acabam por redundar em ameaças. Basta lembrar do propósito dele de invadir a Colômbia; as provocações ao México, o Canadá, a Groelândia. Ele só não voltou à Venezuela porque o Congresso Norte-Americano deu sinal de vida e votou uma proibição.
Alguém precisa conter urgentemente a braveza de Trump e tudo está nas mãos do povo norte-americano, porque além de causar problemas internos, ele não governa para o povo e ainda quer se meter na vida de outros países, sempre tendo em vista explorar alguma de suas riquezas.
No momento, a neura dele é o petróleo. E o Brasil precisa ficar esperto em relação ele, agora que deve iniciar a “explotação” de petróleo da Margem Equatorial, linha entre o Amapá e o Rio Grande do Norte, onde estão cinco bacias sedimentares, Foz da Amazônia, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar.
*Alberto Sena é jornalista e escritor

