Imagen criada por IA como seria o carnaval do Rio com Presidente Lula no desfile - créditos: Área Vip
16-02-2026 às 08h18
Samuel Arruda*
A controvérsia sobre a possível participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um desfile de escola de samba no Rio de Janeiro mobilizou debates políticos e culturais nas últimas semanas, mas terminou sem a presença do chefe do Executivo na avenida.
Especulações surgiram após integrantes de uma tradicional escola do Grupo Especial cogitarem convidar o presidente para desfilar em um dos carros alegóricos durante o Carnaval. A ideia, segundo interlocutores do mundo do samba, seria uma homenagem institucional, sem caráter partidário. No entanto, a possibilidade rapidamente ganhou contornos políticos.
Aliados defenderam que a presença de Lula em um evento popular como o Carnaval — reconhecido como uma das maiores manifestações culturais do país — estaria alinhada ao perfil do presidente, historicamente associado a agendas culturais e à valorização de manifestações populares. Críticos, por outro lado, argumentaram que o desfile poderia ser interpretado como ato político em meio à polarização nacional, além de questionarem o uso da imagem presidencial em evento transmitido nacionalmente.
Diante da repercussão, o Palácio do Planalto informou que não havia agenda oficial confirmada para participação do presidente em desfiles na Marquês de Sapucaí. Integrantes do governo destacaram que Lula manteria compromissos institucionais no período do Carnaval.
Nos bastidores, representantes da escola envolvida indicaram que a intenção nunca foi criar constrangimento político, mas celebrar a cultura brasileira. Ainda assim, diante do ambiente de debate público, a participação foi descartada para evitar novos desgastes.
Com isso, a polêmica arrefeceu antes mesmo do início dos desfiles. O episódio evidenciou como o Carnaval, além de espetáculo cultural e turístico, permanece como espaço simbólico de disputas e narrativas políticas no Brasil.
*Samuel Arruda é jornalista e articulista

