Cidade de Minas Novas, primeiro edifício construído no Brasil - créditos: Secretário municipal de Cultura de Minas Novas
11-04-2026 às 07h28
Carlos Mota*
As do Morro da Viúva também acabaram em 1963 com uma guerra de Minas Novas contra Turmalina, há meses disputando qual a cidade que possuía o melhor fogueteiro de festas juninas.
Àquela altura, e desde a Festa de Virada de 1962 para 1963, todos os varões fanadeiros não faziam outra coisa senão amarrar bombas em varas de bambu, sob a batuta do fogueteiro Mariano Careta, numa encaniçada disputa pirotécnica com o fogueteiro turmalinense Tiné.
E até então Tiné estava na dianteira daquele disputa, mas as putas fanadeiras, as únicas pessoas que faziam com que os fanadeiros suspendessem a fabricaçao daquelas milhares de varas de foguetes de rabo, indo com as suas varas visitar os seus rabos, resolveram simplesmente os trancar.
“Elas fecharam o balaio, e agora?”, esse era o lamento que tomou conta de Minas Novas, sem contar que a deprê geral praticamente emperrou a economia da cidade, pois homem algum queria trabalhar e colocar comida na mesa de suas casas.
E o que fazer, senão implorar às putas fanadeiras para abrirem os seus estreitos, feito o de Ormuz, também próximos de seus c*s, cruzes Jesus!!!
Mas quem teria culhões para subir o Morro da Viúva, onde se situava a Zona Boêmia, para convencê-las da necessidade de abrirem os seus estreitos, mas mais largos do que a boca de um balaio? O padre? O juiz, quem, meu Deus ou Aláh!
E, enquanto o impasse não se resolvia, a fome grassava em Minas Novas, mas Minas Novas tinha um homem com H, o primo ZÉ BOSTICA, em verdade primo de meu pai, mas ele cresceu os zói e fez absurdas exigências, entre elas receber 30% de cada fanadeiro que voltasse a entrar e sair por aqueles estreitos, mas era pegar ou largar!!?
Continua amanhã – tchan-tchan-tchan e desde que me mandem um pix de dez reais
*Carlos Mota é procurador federal, ex-deputado federal, escritor e membro da ALVA – Academia de Letras do Vale do Jequitinhonha

