
É importante conversar com seu médico sobre ingestão de suplementos variados - créditos: divulgação
29-08-2025 às 14h00
Direto da Redação
Nos parques, nas praças ou nas academias, é comum ver pessoas se exercitando. Esse hábito tem respaldo nos dados. É o que mostra o último inquérito Vigitel, do Ministério da Saúde, destrinchado e disponibilizado pelo Observatório da Saúde Pública (OSP), da Umane: 55,5% da população brasileira é fisicamente ativa. Esse cenário revela um maior cuidado com o corpo, mas também levanta um alerta: junto com a rotina de exercícios, cresce o consumo de suplementos alimentares, muitas vezes sem orientação adequada.
Em busca de saúde ou do corpo perfeito, os brasileiros têm ingerido cada vez mais suplementos alimentares. Segundo um levantamento realizado pelo Instituto Locomotiva, em parceria com a Neo Química, 75% das pessoas no país utilizam suplementos ou vitaminas. Um ponto que chama atenção é que apenas 36% dos entrevistados afirmaram usar esses produtos com recomendação de um profissional de saúde.
Para a nutricionista da TOTUM Saúde, Nayara Rios, os suplementos são recursos importantes, mas não devem ser encarados como substitutos de uma alimentação equilibrada. “Existe uma falsa ideia de que tomar vitaminas e suplementos é sempre positivo, mas o excesso pode ser tão prejudicial quanto a falta. O uso indiscriminado pode levar à sobrecarga hepática, problemas renais e até a interferência na absorção de outros nutrientes”, afirmou a especialista.
Segundo ela, há casos em que a suplementação é indicada e benéfica, desde que avaliada por um profissional de saúde. “Pessoas com carências nutricionais diagnosticadas, idosos, gestantes, atletas de alta performance e até amadores podem se beneficiar do uso de suplementos, mas sempre com prescrição e acompanhamento. É preciso avaliar exames, histórico de saúde e hábitos alimentares antes de recomendar qualquer produto”, ressaltou a nutricionista.
A profissional também alerta para o consumo por conta própria de substâncias populares como whey protein, creatina e multivitamínicos. “Nem tudo que funciona para uma pessoa será adequado para outra. Produtos aparentemente inofensivos podem, na verdade, agravar condições pré-existentes ou causar novos desequilíbrios”, alertou. O mais importante é adotar uma rotina de cuidados com a saúde baseada em informações confiáveis e escolhas conscientes, focando na qualidade da alimentação e no cuidado contínuo e seguro do corpo.
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