Créditos: Rota da Liberdade / Divulgação
23-03-2026 às 2026 às 09h48
Direto da Redação*
A gestão das estradas mineiras entra em uma nova fase nesta sexta-feira (20/3), com o início da operação do Lote 7 da rodovia Ouro Preto – Mariana, a Via Liberdade. A concessionária Rota da Liberdade S.A. assume oficialmente a administração de 190 quilômetros de rodovias que conectam a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) ao município de Rio Casca, na Zona da Mata.
O contrato, assinado em janeiro de 2026, tem duração de 30 anos e prevê investimentos de cerca de R$ 5 bilhões em obras de duplicação, manutenção e atendimento aos usuários.
A concessão é regulada e fiscalizada pela Agência Reguladora de Transportes do Estado de Minas Gerais (Artemig), responsável por acompanhar o cumprimento das metas contratuais e assegurar que o cronograma de obras seja cumprido. A iniciativa marca a modernização de um dos principais corredores viários do estado, com atenção à segurança, à melhoria da infraestrutura e à qualificação dos serviços prestados.
“O início desta concessão representa um avanço importante para a infraestrutura rodoviária de Minas Gerais. Vamos acompanhar de perto a execução do contrato, monitorando o cumprimento das obrigações, os indicadores de desempenho e a prestação dos serviços, para garantir as entregas à população com segurança e transparência”, destaca o diretor-geral da Artemig, Breno Longobucco.
O trecho concedido abrange as rodovias BR-356, MG-262 e MG-329, atravessando 11 municípios: Nova Lima, Rio Acima, Itabirito, Ouro Preto, Mariana, Acaiaca, Barra Longa, Ponte Nova, Urucânia, Piedade de Ponte Nova e Rio Casca. A concessão está em um dos principais eixos logísticos, turísticos e econômicos do estado.
A concessão representa a materialização de uma das primeiras grandes entregas viabilizadas pelo Novo Acordo de Mariana, assinado em outubro de 2024 pelos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo com a União, Defensorias Públicas e Ministérios Públicos dos dois estados, Defensoria Pública e Ministério Público da União, e as empresas Samarco Mineração S.A., Vale S.A. e BHP Billiton Brasil Ltda.
O rompimento da barragem de Fundão, em novembro de 2015, deixou 19 mortos e causou graves impactos sociais, ambientais e econômicos em Minas e no Espírito Santo.
Melhorias e Serviços
No primeiro ano de contrato, serão realizados os serviços iniciais, com foco em intervenções corretivas para garantir condições adequadas de trafegabilidade e segurança. As ações incluem recuperação do pavimento, substituição e adequação da sinalização e dos dispositivos de segurança, além de limpeza da faixa de domínio, roçada e manutenção dos sistemas de drenagem e estruturas existentes.

