Atividade e mapeamento por drones - créditos: divulgação
27-01-2026 às 14h40
Nathália Franco*
Com a chegada do período chuvoso, cresce o risco de aumento nos casos de dengue em diversas regiões do país. A combinação entre calor, umidade e acúmulo de água cria condições favoráveis para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, o que exige dos municípios uma atuação planejada antes do pico da doença.
Segundo Cláudio Ribeiro, gestor do Techdengue, a preparação antecipada é determinante para reduzir o impacto do período epidêmico. “Quando o município age apenas após o crescimento dos casos, a resposta tende a ser mais cara e menos eficiente. A prevenção permite identificar áreas críticas antes do agravamento do cenário”, afirma.
Dados operacionais do Techdengue comprovam a eficácia da estratégia preventiva. Municípios atendidos pelo programa registraram reduções superiores a 90% nos focos do mosquito em áreas tratadas, além de queda significativa nos casos da doença. Em análises baseadas em dados reais de operação, cada R$ 1 investido em prevenção pode representar economia expressiva com internações, atendimentos de urgência e ações emergenciais de saúde.
A experiência de cidades que adotam estratégias preventivas bem estruturadas demonstra que agir antes do pico do período chuvoso contribui significativamente para a redução de casos, a minimização dos impactos e o fortalecimento da gestão pública frente ao cenário epidêmico. Além de proteger a saúde da população, a prevenção gera economia para a saúde pública, uma vez que internações, afastamentos do trabalho e a sobrecarga dos serviços representam custos diretos e relevantes para o orçamento municipal.
O monitoramento contínuo é um dos pilares desse resultado. A análise sistemática de dados permite identificar padrões, antecipar riscos e direcionar equipes de campo com maior precisão. “A informação estruturada muda a lógica do combate à dengue. Em vez de agir no auge do problema, o município passa a atuar antes que o surto se estabeleça”, explica Ribeiro.
A tecnologia tem papel central nesse processo. Ferramentas de mapeamento territorial, análise de dados e acompanhamento em tempo real ajudam gestores públicos a planejar ações com base em evidências. “A tecnologia orienta decisões, otimiza recursos e aumenta a efetividade das ações em campo”, destaca o gestor do Techdengue.
A dengue também gera impactos econômicos e sociais. O avanço da doença compromete a produtividade, afeta o funcionamento dos serviços e interfere na rotina das cidades. “A dengue não é apenas um problema da saúde. Ela impacta o município como um todo, o que torna o planejamento antecipado uma necessidade”, conclui Cláudio Ribeiro.
*Nathália Franco é da Agência Interface Comunicação

