Créditos: Divulgação
16-01-2026 às 14h16
Francielle Mesquita*
O cinema brasileiro atingiu um patamar inédito de força econômica e reconhecimento internacional na cerimônia do Globo de Ouro, que aconteceu no dia 11 de janeiro de 2026, em Los Angeles, nos Estados Unidos. O filme “O Agente Secreto”, indicado para três categorias, fez história ao levantar duas estatuetas de Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator em Drama para Wagner Moura, reforçando a potência do cinema nacional para o mundo.
O feito não evidencia apenas a qualidade artística das produções brasileiras, mas reafirma o ciclo de crescimento acelerado no setor, que em 2024 já apresentou uma movimentação de R$ 70 bilhões, com impacto direto de 31,6 bilhões, representando 12% do setor de serviços.
As produções nacionais retomaram a consolidação em 2025, com o longa-metragem “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles e estrelado por Fernanda Torres. A artista fez história na premiação ao se tornar a primeira brasileira a vencer a categoria de Melhor Atriz em Filme de Drama. A consagração do filme veio meses depois com a primeira vitória histórica no Oscar como Melhor Filme Internacional.
As exportações audiovisuais brasileiras cresceram cerca de 19% ao ano desde 2017, segundo uma pesquisa da Motion Picture Association (MPA). O Ministério da Cultura também reforça a crescente trajetória do setor em 2024. Os dados mostram que 3.510 salas de cinema em operação registraram o crescimento de 9,8% com as vendas de 125 milhões de ingressos e faturamento de R$2,5 bilhões.
Com o cenário aquecido e transformando o setor em um terreno fértil para o investimento em audiovisual, diferente dos ativos tradicionais, o cinema oportuniza a diversificação a partir da descorrelação com o mercado financeiro. Funcionando como uma proteção estratégica ao patrimônio, significa que um sucesso de bilheteria ou venda de direitos para o streaming, por exemplo, não depende das variações da taxa Selic ou Bolsa de Valores.
Curadoria para um futuro de sucesso nos investimentos
Com as atenções voltadas para o cinema, sua valorização como classe de ativos movimenta-se diretamente pela curadoria de projetos com alta visibilidade internacional e potencial de retorno. Para além do cinema brasileiro, outras produções que também se destacaram no Globo de Ouro em 2026 foram os longas-metragens “Valor Sentimental” e “Sirat”, do catálogo de investimentos em audiovisual da Hurst Capital, legitimando a presença das produções no radar da crítica global.
O longa “Valor Sentimental” disputou as categorias Melhor Filme de Drama e Melhor Filme em Língua Não Inglesa, além das indicações dos atores e direção pelo troféu. A coprodução “Sirat” também competiu para Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Trilha Sonora. Isso significa que, para o investidor, esse reconhecimento semeia um valor superior de mercado voltado para as obras audiovisuais, atraindo, consequentemente, perspectivas de lucros melhores com a distribuição e licenciamento das produções.
Eventos como estreias e premiações agregam para estruturação de teses financeiras mais objetivas. A partir dessa lógica, a operação da Hurst Capital projeta ganhos de até 31% ao ano, equivalente a 23% do CDI, com 4 meses de prazo estimado da operação. As projeções dependem do desempenho comercial das produções e aquecimento no mercado, assim como indicações ao Globo de Ouro, que alimenta o interesse do mercado de entretenimento.
Por que incluir o audiovisual na carteira?
O investimento em cinema deixou de ser exclusividade de grandes estúdios para se tornar acessível a investidores individuais por meio da tecnologia e da tokenização. Confira os principais motivos para olhar para este mercado:
- Rentabilidade Elevada: As operações estruturadas do setor podem apresentar projeções de rentabilidade de 31% ao ano.
- Descorrelação: sem ligação com índices macroeconômicos tradicionais, o desempenho do ativo está ligado ao consumo de entretenimento e sucesso comercial da obra audiovisual.
- Projetos Premiados: Os investidores podem participar de obras que se destacam entre as melhores do mundo, como as produções do catálogo da Hurst Capital, indicadas ao Globo de Ouro 2026.
- Ascensão do Setor: Com a consolidação desde 2024, o setor do audiovisual brasileiro reafirma sua capacidade de gerar finanças e empregos em larga escala.
Hoje, o cenário do audiovisual brasileiro e estrangeiro prova que, além da identidade, a cultura é um negócio de alta performance e retorno. A união do prestígio internacional e modelos inovadores de investimentos firma o cinema como um “ativo de ouro” para 2026.

