
84 dossiês temáticos com “Literatura e cidade natal”, do jornalista Sílvio Ribas; CRÉDITOS: Divulgação
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02-04-2025 às 09h58
Direto da Redação*
A Academia Mineira de Letras (AML) jamais abandonaria, em respeito aos seus dedicados leitores, conforme artigo publicado, a “materialidade física” de seus volumes. Mais do que um ou outro, a AML tem até obrigação de ocupar o espaço e o tempo, porque, afinal, as pessoas, por mais ilustres que sejam, passam e a Academia fica para publicar as obras dos seus acadêmicos.
Desse modo, ao ler o artigo publicado pela AML, se percebe que a entidades de imortais quer adentrar com a devida firmeza o chamado “mercado da atenção”. E não podia ser diferente ou indiferente a esse mercado principalmente porque faz parte dele.
Os acadêmicos também querem atenção e saber que ao alcançarem o patamar a que chegaram, é importante mostrar o porquê dessa sua distinção de estar na AML, entidade que todo mineiro se orgulha de possuir desde o seu lançamento, na Casa de Alphonsus de Guimaraens e de Henriqueta Lisboa, quando presidida pelo poeta Mário de Lima, há um século.
Importante dizer, aqui, que a entidade, por reunir personalidades de estaques na Literatura e Poesia, não poderia nunca deixar de ser uma trincheira na defesa da Educação, da Cultura e das Artes, da Memória, da Ciência e da Democracia.
“Não recua um só milímetro de seus deveres sociais, de sua tarefa civilizatória, que executa com entusiasmo e renovada crença na contribuição que fornece à reflexão coletiva”, diz o artigo.
A revista da AML possui capa da artista Niura Bellavinha e projeto gráfico, preparação de originais e revisão de Leonardo Mordente, e traz em seu número 84 dossiês temáticos com “Literatura e cidade natal”, do jornalista Sílvio Ribas; presta homenagens a Aiuruoca, Barbacena, Belo Horizonte, Cataguases, Curvelo, Diamantina, Divinópolis, Itabira, Juiz de Fora, Montes Claros e Sacramento.

O outro dossiê é dedicado ao Chico Buarque de Holanda no ano em que completa oito décadas de existência. Homenagem bastante elogiada porque o artista está vivo para participar fisicamente da homenagem.
A organização desse dossiê é da professora Ana Maria Clark Peres com ensaios que ampliam e diversifica a riqueza crítica da obra de Chico, ele é exemplo vivo de “uma dimensão ética e política que é impossível desconhecer”. As novas gerações, urgentemente, precisam saber do potencial desse incomparável artista.
No número 84 da revista, o leitor poderá encontrar também os discursos de posse do presidente da Casa, Jacyntho Lins Brandão dos novos acadêmicos Ricardo Aleixo, Carlos Herculano Lopes e Paulo Sérgio Lacerda Beirão.
Nome do presidente Olavo Romano também recebeu o destaque devido nesse número da revista, texto da conferência que a professora Ivete Walty feita na “sessão da saudade em que pranteamos a partida dele”.