Falta de união entre as mulheres as mantém, ainda distantes de postos de comando - créditos: jornal Casarão
15-03-2026 às 17h24
Solange Mendes*
Hoje em dia a mídia menospreza a imagem feminina. A mulher é vista como material para venda e propaganda de tudo que é possível. Vende de carros a camisinha. No corpo e atitudes só serve para ampliar a distância com o homem político, público e forte.
Na política a mulher só ocupa 2% dos cargos oferecidos, então se o poder de decisão está nas mãos deles, é claro e lógico que o mundo todo será visto e politizado na visão simplista do macho.
O jogo de faz-de-conta da participação da mulher nas decisões de impacto e melhorias sociais faz com que as próprias se vejam não da forma que são, mas sim, da forma que o mundo masculino as apresenta.
As mulheres se perseguem e se diminuem pela aparência feminina, se comparando em peso, rugas, plásticas, cabelos, cuidados, roupas bonitas e enfeites mil. Os homens não, se ofendem e se defendem buscando um patamar mais alto de conquistas seja financeira, amorosa ou do poder total, em toda sua dedicação a se dar bem, não se olham como inimigos. Quando juntos e unidos, pleiteiam o bem comum que é o poder, eles se unem, se reúnem e se completam, para ficarem mais fortes.
Nos partidos políticos, vemos de uma forma clara, inimigos declarados se abraçarem e se cobrirem de elogios com tanta veemência, que nem eles se reconheceriam se tivessem que participar do antes e depois…
Mulheres são inimigas ferrenhas, se perseguem em qualquer situação, onde deveriam se unir, dificilmente se apresentam do lado de seu desafeto, e se depender da união delas para o resto do mundo ficar bem, dane-se, o meu penteado é mais bonito….
Falo isso, porque vejo ao longo da historia política do Brasil, os homens se promovendo, mandando e desmandando, se juntam quando precisam e se afastam quando conseguem alçar seu degrau, e nós aqui, de salto alto e o cabelo na mais perfeita coloração californiana, de braços cruzados e unhas perfeitas, à procura de vassouras, para varrer pra debaixo do tapete, a única mulher que conseguiu, nesses longos anos que tiveram inicio em 1989, a presidir um pais cheio de mazelas, destruído politicamente por homens que buscam ainda hoje, se juntar pra se dar bem, desmerecer e ate destituir as mulheres e a sua eficiência, comprovadas por todas. No nosso dia-a-dia, vemos homens que, para continuarem comandando com seus conchavos políticos anárquicos, vexatórios, e acima de tudo desprovidos de competência, de gerenciar seus paletós pagos com o nosso dinheiro. Não devia ser assim, já que somos maioria e somos mulheres.
Acredito que o dia em que, além dos nossos compromissos de dar conta de tudo, e até desses incompetentes que algumas têm como filho ou marido, e começar a nos preparar pra votar em nós mesmas, já que somos maioria, a Política, que é a arte do diálogo, a ciência de governar um Estado ou Nação, é também uma arte de negociação para compatibilizar interesses, só assim voltará a servir ao que se destina e nós mulheres faremos um país melhor!
*Solange Mendes, dona de casa, funcionária pública aposentada, mãe, avó, bisavó, e cidadã de bem com a vida.

