Créditos: Divulgação
08-04-2026 às 10h40
Anna Marchesini*
Num mundo onde as redes sociais são o palco principal da nossa existência, é fácil se perder no barulho das opiniões alheias. Ontem, enquanto caminhava pela rua, ouvi um sussurro: “Ela é assim porque quer”. E pensei: quantas vezes não nos deixamos definir pelas opiniões dos outros? Quantas vezes não nos escondemos atrás de máscaras para evitar julgamentos?
A verdade é que, quando nos mostramos autênticos, despertamos reações. Algumas pessoas vão nos amar, outras vão nos odiar. Mas o problema não é nosso, é deles. A insegurança e a inveja dos outros não definem nosso valor. Nós somos mais do que as opiniões alheias. Nós somos capazes de criar, de sonhar, de amar e de viver.
Mas, é fácil falar, não é? É fácil dizer “não se preocupe com o que os outros pensam” quando, na verdade, estamos todos lutando para ser vistos e ouvidos. Para ser reconhecidos. Para ser amados. E é aí que está o problema. Nós estamos tão ocupados tentando agradar aos outros que esquecemos de nos agradar a nós mesmos.
E agora, eu te pergunto: o que é mais valioso? A aprovação dos outros ou a nossa própria autoestima? O que é mais importante? Ser amado por todos ou ser amado por nós mesmos?
A resposta, acredito, está em encontrar um equilíbrio. Em ser nós mesmos, sem medo, mas também sem desconsiderar os outros. Em mostrar nossos talentos, nossas paixões e nossas imperfeições, mas também em ouvir e respeitar as opiniões alheias.
Mas, e se não for possível? E se as opiniões dos outros forem tão fortes que nos façam questionar nosso próprio valor? É aí que está a verdadeira questão. É aí que devemos nos perguntar: quem somos nós, afinal? Somos o que os outros dizem que somos, ou somos o que nós mesmos dizemos que somos?
Escolha você.
*Anna Marchesini é Educadora e Palestrante

