Créditos: Divulgação
08-04-2026 às 09h17
Carlos Mota*
O temor (ou fato para alguns) de a Inteligência Artificial estar superando a Real não significa que ela superará a inteligência de todos os seres humanos, mas só a de parte deles.
A começar, porque existem variados graus de inteligências, e a que a IA está superando é aquela situada no porão do QI, ou nos patamares mais baixos e em que neles se acha a maior parte da humanidade, coisa que consegue até mesmo uma IAA – Inteligência Artificial de Ameba.
Além do mais, sendo a IA essencialmente, e sem acréscimos exógenos , a soma de pensares e fazeres humanos, não é correto a considerar um autômato ou robô, como impropriamente tem sido feito.
E pensar que a IA pode pensar e agir por si própria, sem o concurso humano, é o mesmo que achar que na ventriloquia quem está de fato falando é um boneco.
E por mais que venha nos surpreender a capacidade de a IA “pensar” e produzir ideias ou coisas, sobretudo se elas acarretarem danos, não há como deixar de eximir de culpa algum humano, pois emerge disso a figura jurídica da CULPA IN VIGILANDO, qual seja “quem pariu Mateus (ou a IA) que o embale”!
Com efeito, seria o mesmo que Elon Musk, por exemplo, querer tirar o seu da reta se um carro “autônomo” e fabricado por ele sai da reta na qual foi programado para andar, porém matar alguém?
Mas claro que isso não passa de um pitaco ou ensaio de um escriba que sequer sabe se a IA largou chupetas e fraldas e já está vestindo calças ou saias?
Com a palavra, os entendidos…
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Culpa in vigilando, exemplos práticos:
• Empresas: Uma empresa de transporte que não fiscaliza os tacógrafos ou a jornada de motoristas, resultando em acidentes.
• Terceirização: Administração Pública que não fiscaliza o pagamento de verbas trabalhistas por empresa terceirizada.
• Responsabilidade Civil: Dono de animal que não o mantém em local seguro, permitindo que cause danos a terceiros.

