17-10-2026 às 13h00
Por Soelson B. Araújo
É com satisfação e particular estima que apresento meu colega e amigo Lamartine Motta, médico de renome na Bahia e escritor que, em “Como é Meu Nome?“, nos oferece um testemunho sensível de sua trajetória pessoal, profissional e afetiva, que, acredito, haverá de agradar muito aos mineiros.
Há alguns anos, tive o prazer de compartilhar, ao lado de minha esposa, Regina, uma viagem à Turquia e à Grécia com Lamartine e sua esposa, Suzana. Essa experiência me deixou boas lembranças da convivência e da companhia de ambos. É, portanto, com especial carinho que me aproximo de sua obra autobiográfica.
Em suas páginas, Lamartine revisita os tempos da juventude, a militância política durante a ditadura militar, a formação acadêmica e a dedicação à medicina, sempre orientado pela busca da justiça social, pelo conhecimento e pelo humanismo.
A narrativa também nos revela o homem que celebra mais de meio século de amor ao lado da esposa, a médica Dra. Tânia Maria, e compartilha as alegrias da vida familiar, as viagens, as perdas e as descobertas que conduzem ao amadurecimento espiritual.
Como é Meu Nome? é, assim, mais do que o registro de uma história individual: é um convite à reflexão sobre a identidade, a memória, a liberdade e os laços que dão sentido à existência.
Ao amigo Lamartine, meu reconhecimento pela trajetória que construiu e pela generosidade de compartilhar suas memórias com os leitores. Que seu livro encontre acolhida entre aqueles que valorizam a literatura como espaço de reflexão, conhecimento e preservação da experiência humana.
Soelson B. Araújo é Jornalista, escritor e membro da Academia de Letras do Vale do Jequitinhonha

Nota:
O livro é uma autobiografia de memórias do médico e escritor baiano Lamartine Motta, a obra retrata sua trajetória pessoal, profissional e afetiva, tendo como eixo central a constante busca por justiça social, conhecimento e humanismo. O relato percorre desde sua juventude e militância política pacífica no movimento estudantil e clandestino durante os anos de ditadura militar em Feira de Santana e Salvador — ao lado de figuras marcantes como o amigo guerrilheiro Luís Antônio Santa Bárbara —, passando por seus anos de formação acadêmica, vivências em repúblicas estudantis e ativismo na área médica. Paralelamente, o livro celebra o amor de mais de meio século por sua esposa e companheira de vida e profissão, a médica Dra. Tânia Maria, registrando momentos em família com os filhos, viagens pelo mundo, a dor das perdas e o gradual encontro com a espiritualidade e o amadurecimento interior.

