Créditos: Divulgação
07-09-2026 às 12h26
Caroline Fakhouri*
Muitas famílias ficam na expectativa em ver os filhos lendo e escrevendo cada vez mais cedo, e consequentemente, alimentam uma corrida pela alfabetização precoce.
Porém, estudos da neurociência e do desenvolvimento infantil mostram que, antes do ensino formal da leitura e da escrita, a criança precisa ir construindo habilidades que sirvam de base para esse processo. O desenvolvimento da linguagem, da atenção, da memória e da coordenação motora, junto com o amadurecimento emocional e social da criança, formam a base do que se chama de precursores da alfabetização e essas são habilidades essenciais para que a aprendizagem aconteça de forma consistente e significativa.
No Dia Mundial da Alfabetização, celebrado em 8 de setembro, especialistas reforçam que respeitar o desenvolvimento infantil é um dos principais fatores para o sucesso da aprendizagem. Isso significa que aprender a ler e escrever depende de um cérebro preparado para estabelecer relações entre sons, palavras, significados e símbolos, algo que começa a ser construído muito antes da criança ter contato sistemático com letras e sílabas.
Para Fabiana Falcone, Diretora de Operações Pedagógicas do Fadelito, a Educação Infantil tem justamente a missão de desenvolver essas competências por meio de experiências adequadas à infância, e não de antecipar conteúdos próprios do Ensino Fundamental.
“Antes da alfabetização propriamente dita, a criança precisa desenvolver habilidades fundamentais para aprender. É durante as brincadeiras, as conversas, a leitura de histórias, as músicas e as interações do cotidiano que ela amplia o vocabulário, desenvolve a atenção, fortalece a memória, aprende a resolver problemas e constrói competências que servirão de base para a leitura e a escrita. Quando esse percurso é respeitado, a alfabetização acontece de forma mais natural e consistente”, explica a diretora.
Para a diretora, o desafio está em compreender que a Educação Infantil possui objetivos próprios e não deve ser vista apenas como uma preparação antecipada para o Ensino Fundamental. Nessa etapa, a prioridade é promover o desenvolvimento integral da criança, respeitando seu ritmo de aprendizagem e oferecendo experiências que fortaleçam sua autonomia, curiosidade e capacidade de explorar o mundo.
A participação da família também é determinante. Conversar com a criança, responder às suas perguntas, ler livros, contar histórias e criar oportunidades de interação no dia a dia ampliam o repertório linguístico infantil e contribuem para o desenvolvimento das habilidades necessárias para aprender a ler e escrever.
“A alfabetização não depende apenas do contato com as letras. Ela é resultado de um processo de desenvolvimento que envolve linguagem, cognição, emoção e relações sociais. Quando família e escola respeitam esse percurso, oferecem à criança as condições necessárias para aprender com segurança, confiança e prazer”, conclui Fabiana.
No fim das contas, alfabetizar cedo não é sinônimo de alfabetizar bem. Respeitar o tempo da criança e garantir que ela desenvolva essas bases antes da leitura e da escrita formal é o que realmente faz diferença e isso passa tanto pela escola quanto pelas pequenas interações do dia a dia em casa.
Sobre o Fadelito: Fundado há 27 anos, o Fadelito é a maior rede especializada exclusivamente em Educação Infantil do país. Com 36 unidades em São Paulo, a rede já contribuiu para a formação de mais de 35 mil crianças e conta atualmente com cerca de 1.600 colaboradores.
Atendendo crianças de 4 meses a 5 anos e 11 meses, o Fadelito possui metodologia socioafetiva própria, desenvolvida por um comitê pedagógico multidisciplinar, que une acolhimento, cuidado e aprendizagem. Entre seus diferenciais está o Baby Learning, programa exclusivo voltado ao desenvolvimento motor e cognitivo dos bebês.
O Fadelito acredita que cuidar da primeira infância é contribuir para a formação de indivíduos mais preparados para a vida e para a construção de uma sociedade melhor. Afinal, é nos primeiros anos que se lançam as bases do desenvolvimento cognitivo, emocional e social — e do futuro que queremos construir.

