Créditos: Divulgação
22-08-2026 às 15h36
Direto da Redação*
Há 50 anos, o Brasil perdia um dos personagens mais marcantes de sua história política. Juscelino Kubitschek de Oliveira, mineiro nascido em Diamantina, morreu em agosto de 1976, mas sua trajetória permanece profundamente ligada a Brasília, cidade que se tornou o principal símbolo de seu governo e de seu projeto de modernização do país.
Construída em tempo recorde durante a administração de JK, Brasília foi inaugurada em 21 de abril de 1960, após pouco mais de três anos de obras. A transferência da capital do Rio de Janeiro para o interior brasileiro representava uma antiga ideia de integração nacional, mas ganhou força e velocidade durante o governo de Juscelino.
Décadas depois, a própria cidade passou a funcionar como uma espécie de memorial a seu criador. Monumentos, museus e espaços culturais preservam documentos, fotografias, objetos pessoais e registros da vida pública do ex-presidente.
Um dos principais locais dedicados à memória de JK é o Memorial JK, localizado na região central de Brasília. Inaugurado em 1981, o espaço reúne objetos que pertenceram ao ex-presidente, fotografias, documentos e elementos relacionados à construção da capital. O local também abriga o mausoléu onde estão os restos mortais de Juscelino.
O memorial se tornou um dos pontos mais conhecidos da cidade para quem deseja conhecer melhor a trajetória do político mineiro. Entre os itens preservados estão registros de sua carreira, desde os primeiros passos na vida pública até o período em que ocupou a Presidência da República.
A presença de JK também pode ser percebida em diferentes pontos de Brasília. Monumentos e referências espalhadas pela capital ajudam a contar a história de um período marcado pelo chamado “Plano de Metas”, projeto que tinha como objetivo acelerar o desenvolvimento econômico brasileiro por meio de investimentos em áreas como energia, transporte e indústria.
Do interior de Minas ao centro da política brasileira
Nascido em Diamantina, em Minas Gerais, Juscelino Kubitschek construiu uma carreira política que o levou à Presidência da República. Antes disso, foi médico, deputado, prefeito de Belo Horizonte e governador de Minas Gerais.
Na presidência, entre 1956 e 1961, adotou como uma de suas principais bandeiras o desenvolvimento acelerado do país. A construção de Brasília se transformou na realização mais emblemática daquele período.
A nova capital foi projetada pelos arquitetos Oscar Niemeyer e Lúcio Costa e tornou-se, desde sua inauguração, uma referência mundial em arquitetura e urbanismo. O conjunto arquitetônico modernista contribuiu para que Brasília fosse reconhecida como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.
O mausoléu no coração de Brasília
A escolha do local onde Juscelino está sepultado também carrega forte significado simbólico. O mausoléu fica no Memorial JK, em uma área central da capital, próximo ao eixo monumental.
O espaço recebe visitantes interessados tanto na história do ex-presidente quanto no processo de criação de Brasília. A presença de seus restos mortais na cidade reforça a ligação entre a trajetória pessoal de JK e o projeto que marcou definitivamente seu governo.
Cinco décadas após sua morte, a memória do ex-presidente continua integrada à paisagem brasiliense. Para além dos livros de história, sua presença permanece em monumentos, museus, fotografias e nos próprios traços urbanísticos da cidade.
Brasília, nesse sentido, não é apenas a capital que Juscelino ajudou a construir. É também um dos maiores registros físicos de seu legado político e de sua visão de desenvolvimento para o Brasil.

