Créditos: Divulgação
18-08-2026 às 11h12
Sérgio Moreira*
No dia 12 de agosto, o BH Airport completa 12 anos de concessão, inaugurando um novo ciclo de crescimento e preparado para transformar infraestrutura e conectividade em vetores de desenvolvimento econômico. Ao longo de toda a trajetória, o terminal mineiro movimentou 131.5 milhões de passageiros, volume equivalente a quase seis vezes a população de Minas Gerais, e assumiu a liderança da maior malha doméstica do Brasil. Em 2026, o aeroporto consolidou uma ampla rede de conectividade, ligando Belo Horizonte a 65 destinos domésticos regulares, alcançando 26 das 27 capitais brasileiras e outros 15 aeroportos regionais.
A expansão da malha doméstica também passou a sustentar outra prioridade da concessão: o crescimento das operações para o mercado externo. Quando o contrato foi iniciado, em 2014, o BH Airport mantinha apenas duas rotas regulares para o exterior. Hoje são nove ligações, incluindo Lisboa, Cidade do Panamá, Santiago, Orlando, Buenos Aires, Montevidéu e Punta del Este, além de operações sazonais para Bariloche e Curaçao. A estratégia segue uma lógica conhecida da indústria aérea: quanto maior a oferta de passageiros provenientes da malha doméstica, maior a capacidade de sustentar voos internacionais de maior alcance. Em 2025, o BH Airport registrou o maior movimento da história, com 13,3 milhões de passageiros, crescimento de 7,8% em relação a 2024 e de 19,2% na comparação com o período pré-pandemia. A evolução também se traduz em excelência operacional. O terminal mineiro está entre os dez aeroportos de médio porte mais pontuais do mundo, reforçando uma trajetória pautada pela eficiência, previsibilidade e qualidade da operação. Segundo o mais recente relatório mensal de desempenho operacional da Cirium, referência em performance de pontualidade entre aeroportos e companhias aéreas, o BH Airport registrou 86,28%das partidas no horário, considerando 8.879 voos, com cobertura de 99,43%das operações monitoradas.

“Conectividade é desenvolvimento. Quanto mais Minas Gerais está conectada ao Brasil e ao mundo, maior é nossa capacidade de atrair turistas, investimentos e negócios. Os investimentos realizados nesses 12 anos permitiram construir uma plataforma preparada para sustentar um novo ciclo de crescimento, transformando conexões em oportunidades para Minas Gerais”, ressalta o CEO do BH Airport, Daniel Miranda.
Na rota da expansão – Entre agosto de 2014 e agosto de 2026, o aporte R$ 1,4 bilhão transformou o terminal em uma plataforma de crescimento, excelência operacional, logística, conectividade e desenvolvimento econômico. A construção do Terminal de Passageiros 2 concentrou a maior parcela da expansão física realizada durante a concessão. A obra reorganizou fluxos e abriu espaço para a expansão das malhas doméstica e internacional. No lado ar, a ampliação da pista de pousos e decolagens, de 3 mil para 3,6 mil metros, aumentou a capacidade para receber voos de longa distância. Os investimentos permitiram um salto de 10 milhões para 32 milhões de passageirospor ano, ao longo dos 12 anos de concessão, e 198 mil movimentos de aeronaves.
As intervenções também contemplaram a instalação de novas pontes de embarque, totalizando 26, a modernização dos sistemas operacionais, de segurança e de processamento de bagagens, além de obras para renovação dos pátios de aeronaves, pavimentos, sistemas de iluminação, monitoramento, climatização, energia e controle de acesso. A modernização da infraestrutura refletiu diretamente nos indicadores operacionais e na experiência dos passageiros, criando as condições necessárias para a expansão sustentável das operações.
Logística conecta Minas aos mercados globais – A transformação também avançou além dos terminais de passageiros. Ao longo da concessão, o BH Airport estruturou uma plataforma logística voltada ao comércio exterior e às cadeias industriais de Minas Gerais, ampliando a participação do complexo aeroportuário na movimentação de mercadorias e no planejamento das empresas. Em 2025, o Terminal de Cargas movimentou 13,1 mil toneladas, distribuídas por 37.769 processos aduaneiros. O valor CIF das mercadorias, que considera custo, seguro e frete, alcançou R$ 15,9 bilhões.
O Hub Logístico Multimodal do terminal mineiro sustenta a operação ao reunir, em uma mesma plataforma, cargas internacionais transportadas pelos modais aéreo, marítimo e rodoviário. A estrutura ocupa 15 mil metros quadrados, dos quais 12 mil estão em área alfandegada, e inclui 3.131 metros quadrados de câmaras frias, 300 metros quadrados destinados a cargas perigosas e 11 posições para aeronaves cargueiras. É o único recinto alfandegado de Minas Gerais com funcionamento ininterrupto. Mais do que movimentar mercadorias, o terminal mineiro busca consolidar-se como uma infraestrutura de apoio à produção, ao comércio exterior e à inserção de Minas Gerais em mercados globais.


Da descarbonização e experiência à economia regional – O BH Airport vem construindo uma história que coloca Minas Gerais no centro das discussões sobre sustentabilidade na aviação brasileira. O reconhecimento pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) como o aeroporto mais sustentável do país e a conquista de cinco selos consecutivos de Aeroporto Verde são reflexos de um trabalho consistente de transformação. O terminal mineiro mantém a certificação nível 3+ no programa Airport Carbon Accreditation (ACA), do Conselho Internacional de Aeroportos (ACI), consolidando um marco importante: é o primeiro aeroporto carbono neutro do Brasil.
Desde a adesão ao programa ACA, em 2017, o BH Airport já evitou a emissão de aproximadamente 8.600 toneladas de CO₂ equivalente e reduziu em 69% suas emissões diretas. Entre as iniciativas que ilustram atuação ambientalmente responsável do BH Airport está o projeto 400Hz + PCA, que transformou a forma como as aeronaves são atendidas em solo. A mudança retirou de circulação 16 equipamentos a diesel e trouxe um impacto direto e tangível: cerca de 202 mil litros de combustível deixaram de ser consumidos por ano, evitando a emissão de, pelo menos, 500 toneladas de CO₂ equivalente anualmente.
A agenda de inovação acompanha esse movimento. No Centro de Operações Aeroportuárias (APOC), sistemas integrados reúnem informações operacionais em tempo real para aumentar a eficiência, a previsibilidade e a segurança das operações. Os drones completam os horizontes da tecnologia de automação ampliar o alcance das inspeções de infraestrutura e perímetro, apoiar a identificação de focos de incêndio por meio de câmeras térmicas e apoiar ações dos órgãos de segurança pública.
A transformação também passa pela experiência do passageiro. No início da concessão, apenas 27 operações comerciais atendiam as conveniências de quem circulava pelo terminal. Doze anos depois, o BH Airport é quase um shopping, com mais de 100 pontos de alimentação, varejo, serviços e hospitalidade, além de seis salas VIP e da oferta de hospedagem para diferentes períodos de permanência. Inaugurado em 2026 na área interna do terminal, o Hotel Ruby, com 45 apartamentos, além de nove dormitórios para estadias curtas de passageiros em conexão.
A evolução trouxe ainda reflexos relevantes para a atividade econômica regional. Atualmente, mais de 8 mil pessoas atuam diretamente no complexo aeroportuário. A cadeia econômica associada às operações do aeroporto sustenta mais de 28 mil postos de trabalho em 14 municípios da região. Entre 2014 e 2025, o BH Airport recolheu R$ 1,07 bilhão em outorgas ao governo federal e R$ 180 milhões em Imposto Sobre Serviços (ISS) aos municípios de Lagoa Santa e Confins. A relação com o entorno inclui também iniciativas de educação e empregabilidade, que impactaram diretamente mais de 3,7 mil pessoas em 2025, entre projetos educacionais e feirão de empregos.
“Quando olhamos para esses 12 anos, vemos muito mais do que a transformação de uma infraestrutura aeroportuária. Construímos uma plataforma de conectividade e logística que aproxima Minas Gerais do Brasil e do mundo. Nosso próximo ciclo será transformar cada vez mais essa conectividade em turismo, comércio exterior, investimentos, empregos, oportunidades e desenvolvimento para Minas Gerais”, conclui Daniel Miranda.
BH Airport em 12 anos de transformação
| Melhorias | 2014 | 2026 |
| Rotas internacionais | 2 | 9 |
| Malha Doméstica | 50 | 65 destinos |
| Capacidade anual de passageiro | 10 milhões de passageiros/ano | 32 milhões de passageiros/ano |
| Passageiros embarcados | 10,9 milhões em 2014 | 13,3 milhões em 2025 |
| Investimentos realizados | Início da concessão | R$ 1,4 bilhão acumulados |
| Pista de pousos e decolagens | 3 mil metros | 3,6 mil metros |
| Pontes de embarque | 9 pontes | 26 pontes |
| Lojas e serviços | 27 | 110 opções |
| Salas VIPs | 0 | 6 |
Com localização estratégica e um dos principais hubs do país, o BH Airport atende mais de 70 destinos nacionais e internacionais. Desde 2014, o aeroporto é administrado por uma concessão, formada pela Motiva, uma das maiores companhias de concessão de infraestrutura da América Latina, e por Zurich Airport, operador do Aeroporto de Zurich, o principal hub aéreo da Suíça e considerado um dos melhores aeroportos do mundo, além da Infraero, estatal com experiência de mais de 50 anos na gestão de aeroportos no Brasil.
Coluna Minas Turismo Gerais
Jornalista Sérgio Moreira
@sergiomoreira63
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