Créditos: Divulgação
06-08-2026 às 13h27
Jeniffer Massera*
- Índice traz ranking das regiões com maior taxa de inadimplência de aluguel
- Índice de inadimplência de aluguel em Minas Gerais ficou em 3,09%, ante 2,78% no mês anterior
- A região Sudeste tem queda, após alta no mês anterior, e registra inadimplência de 2,96% no período
- Imóveis de até R$ 1.000 – residenciais e comerciais – recuam, mas continuam liderando a inadimplência nas faixas de valor
- Criado para apoiar imobiliárias em decisões estratégicas, índice analisa dados anonimizados de mais de 800 mil locatários
Agosto de 2026 – A inadimplência de aluguel em Minas Gerais voltou a subir e chegou a 3,09% em junho, segunda maior taxa de 2026, após marcar 2,78% em maio. Na comparação ano a ano, o indicador se mostra bem próximo ao do mesmo período de 2025 (3,57%), com queda de 0,48 ponto percentual. Apesar da alta, a taxa ficou abaixo da média nacional, que foi de 3,20%. Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica, principal plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para o mercado do morar.
Segundo Manoel Gonçalves, Diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, o início do ano exige atenção, mesmo com variações moderadas. “A oscilação da inadimplência reflete um cenário ainda pressionado por inflação e juros, que impactam diretamente o orçamento das famílias e, por consequência, a capacidade de pagamento dos inquilinos.”
No recorte por regiões, o Nordeste segue com a maior taxa, com 5,15% de inadimplência, mesmo com uma redução de 0,24 ponto percentual em relação a maio. O Norte aparece em segundo lugar, com 4,30%, queda de 0,08 p.p. ante o mês anterior. Na sequência vem o Centro-Oeste, que voltou a subir, de 2,85% em maio para 3% em junho. O Sudeste cedeu 0,19 p.p., fechando o período com 2,96%. Já o Sul permanece com o menor índice, embora tenha tido um leve aumento de 0,04 p.p. no período, e registrou 2,71%.
No Sudeste, os imóveis comerciais registraram a maior taxa de inadimplência de aluguel em junho, com 3,90%, após recuo de 0,26 ponto percentual em relação a maio (4,16%). Na sequência aparecem as casas, com 3,28%, também em queda frente aos 3,62% registrados no mês anterior. Os apartamentos fecharam junho com a menor taxa entre os tipos de imóvel, de 2,02%, recuo de 0,25 ponto percentual em comparação aos 2,27% de maio.
No âmbito nacional, entre a base nacional analisada por faixa de valor, os imóveis comerciais de até R$ 1.000 apresentaram queda (-0,20p.p.), mas ainda preocupam pois concentram a maior taxa de inadimplência, de 7,40%, bem acima da média nacional. A mesma faixa de preço nos imóveis residenciais também é a maior na categoria, com 6,27%. “Os aluguéis mais baixos, em ambos os casos, acabam sendo impactados pela sensibilidade econômica das micro e pequenas empresas, que enfrentam desafios financeiros nesse início de jornada, e das famílias de menor renda em detrimento ao custo de vida”, explica Gonçalves.
No geral, quase todas as faixas tiveram queda em junho, com exceção para os comerciais com aluguel de R$ 5.000 a R$ 8.000, que fecharam em 3,90% (+0,11p.p.). Já as faixas com menor inadimplência no período foram as de imóveis residenciais de R$ 3.000 e R$ 5.000, com 1,68%; e comerciais de R$ 2.000 a R$ 3.000, com 3,36%.
Já os aluguéis acima de R$ 13.000 ocupam a segunda posição no ranking de maior inadimplência, fechando junho com 4,63% para os comerciais e 5,42% para os residenciais. Apesar disso, ambos são resultados do recuo de 0,27 e 0,74 p.p., respectivamente. “Essa faixa [acima de R$ 13.000] costuma concentrar um perfil de locatários formado por empreendedores, comerciantes e empresários. Um público com renda familiar em geral três vezes maior que o aluguel, mas exposto a uma pressão real de carga tributária, giro mais fraco da economia e crédito caro. Enquanto esse cenário persistir, deve puxar essa taxa de forma significativa”, analisa Gonçalves.
Na análise por tipo de imóvel, também houve queda nos três segmentos em junho. Os comerciais seguem com maior taxa, de 4,19%, mesmo com queda de 0,20p.p. em relação a maio (4,39%). As casas registraram queda de 3,69%, em maio, para 3,45%, em junho. Já os apartamentos tiveram índice de 2,16%, em junho, ante 2,35%, em maio.
Principais dados do Índice de Inadimplência Superlógica:





