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30-03-2026 às 09h49
Sérgio Moreira*
O projeto Luzes no Patrimônio – Caminho Religioso da Estrada Real leva iluminação cênica e cenografia a 12 igrejas tombadas em cidades históricas de Minas Gerais — Ouro Preto, Tiradentes, São João del-Rei, Congonhas, Catas Altas, Santa Bárbara, Caeté, Mariana, Barbacena, Sabará, Diamantina e Itabirito — além do Santuário de Nossa Senhora da Piedade, em Caeté, ponto final da iniciativa. Integrando o Minas Santa, o projeto propõe uma nova forma de vivenciar o patrimônio religioso, unindo tecnologia, arte e espiritualidade.
O Minas Santa realiza sua quarta edição em 2026, sendo um programa do Governo de Minas Gerais, coordenado pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), com o patrocínio da Cemig por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais. A iniciativa, promovida em parceria com o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop) e Fundação Clóvis Salgado (FCS), consolida o estado como um dos principais destinos do país durante o período da Semana Santa. O projeto integra fé, tradição, gastronomia, cultura e turismo, promovendo experiências únicas em todas as regiões do território.
Ao longo do Caminho Religioso da Estrada Real, um dos principais roteiros de peregrinação do país, a iniciativa busca ressignificar a experiência de fiéis, turistas e comunidades locais, especialmente no período noturno, quando a visibilidade desses espaços históricos é reduzida. A iluminação cênica valoriza a arquitetura e amplia a dimensão simbólica das igrejas, criando uma ambiência que potencializa a conexão entre fé, memória e paisagem.

O projeto também incorpora intervenções artísticas que dialogam com a tradição cristã mineira, com a criação de obras visuais inspiradas nos 12 apóstolos, estabelecendo uma conexão simbólica entre os templos e a religiosidade do estado. Além disso, performances cênicas integradas aos espaços iluminados reforçam o caráter imersivo da proposta, proporcionando ao público uma experiência sensorial e contemplativa.
“O projeto Luzes no Patrimônio revela que a valorização do patrimônio também passa pela forma como percebemos e experienciamos. Ao iluminar igrejas e paisagens históricas, o projeto não apenas destaca a materialidade desses bens, mas também potencializa aquilo que é invisível: a fé, a memória e os significados que habitam nesse espaço. A luz, nesse contexto, atua como mediadora, revelando camadas simbólicas e ampliando a conexão entre as pessoas e o patrimônio. Assim, mais do que iluminar estruturas, a iniciativa ilumina sentidos, permitindo que o patrimônio seja redescoberto, vivido e reconhecido em sua dimensão mais profunda”, afirma Itallo Gabriel, diretor de Conservação e Restauração do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG).
As 12 igrejas do projeto Luzes no Patrimônio – Caminho Religioso da Estrada Real são:
Ouro Preto – Igreja de São Francisco de Assis, Tiradentes -Igreja Matriz de Santo Antônio, São João del-Rei,Igreja Nossa Senhora do Carmo, Congonhas ,Igreja Nossa Senhora da Conceição, Catas Altas ,Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, Santa Bárbara ,Igreja Matriz de Santo Antônio, Caeté, Igreja Nossa Senhora do Bom Sucesso, Mariana – Igreja São Francisco de Assis eIgreja Nossa Senhora do Carmo, Barbacena – Igreja Matriz de Nossa Senhora da Piedade, Sabará – Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, Diamantina – Igreja de São Francisco de Assis-, Itabirito – Igreja Nossa Senhora da Boa Viagem ,Santuário de Nossa Senhora da Piedade, em Caeté
O apoio da iluminação é da Cemig que segue investindo e apoiando as diferentes produções artísticas existentes nas várias regiões do estado. Afinal, fortalecer e impulsionar o setor cultural mineiro é um compromisso da Companhia, refletindo seu propósito de transformar vidas com energia. Ao abraçar a cultura em toda a sua diversidade, a Cemig potencializa, ao mesmo tempo que preserva, a memória e a identidade do povo mineiro. Assim, os projetos incentivados pela empresa trazem na essência a importância da tradição e do resgate da história, sem, contudo, deixar de lado a presença da inovação. Apoiar iniciativas como essa reforça a atuação da Cemig em ampliar, no estado, o acesso às práticas culturais e em buscar uma maior democratização dos seus incentivos.
Coluna Minas Turismo Gerais
Jornalista Sérgio Moreira
@sergiomoreira
Informações para: sergio51moreira@bol.com.br

