Créditos: Divulgação/Wilson Sons
23-03-2026 às 10h36
Direto da Redação*
Foi-se há séculos o tempo em que os navios e embarcações eram feitos de madeira. Hoje em dia, é tudo de ferro e aço. E então, o mineiro esperto, no melhor sentido, faz uma ingênua pergunta: “Onde estão o ferro e o aço”?
E a resposta não é outra, senão: “Em Minas Gerais, uai!”. O próprio nome do Estado “já é auto declaratório”, como lembra o professor Paulo Roberto Cardoso. Aqui, as minas são gerais.
Levando-se em conta de que o Fundo da Marinha Mercante aprovou R$ 6 bilhões em projetos para o setor naval, a fim de se construir embarcações, infraestrutura portuária e geração de mais de 2,8 mil empregos, isso soa como um alerta para os empresários do setor do ferro e do aço chamar para Minas Gerais a construção de navios, barcos e embarcações de modo geral.
Só para os empresários mineiros terem uma ideia, foram aprovadas 13 propostas, que, juntas, têm potencial para gerar essa quantidade de empregos diretos e viabilizar 95 obras no setor naval.
Se isso não for o bastante para fazer os empresários mineiros tomarem atitude, antes que tarde, espiem só os principais projetos aprovados: o do Porto Central, no Espírito Santo, investimento de R$ 2,18 bilhões, para ampliar a capacidade logística e fortalecer o sistema portuário nacional.
Projeto da Petrobras para a construção de quatro embarcações para transporte de derivados de petróleo,
R$ 2,17 bilhões,
O GDE Transportes Ltda., construção de 35 embarcações para transporte de combustíveis na região Norte,
R$ 380,3 milhões.
Todo esse investimento contempla projetos de construção de embarcações de apoio marítimo, navegação interior e carga, mais iniciativas de manutenção, reparo, modernização e ampliação de estaleiros em diferentes estados, como Amazonas, Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo.
É ou não é tentador para os empresários do ferro e aço de Minas Gerais? Inda mais quando a palavra tem o aval do ministro Silvio Costa Filho de Porto e Aeroportos, para quem o investimento vai “impulsionar a indústria naval, gerar empregos e fortalecer a infraestrutura logística em diferentes regiões do Brasil.
Segundo ele os investimentos “ajudam a reduzir desigualdades, melhora o abastecimento e amplia a integração nacional, especialmente em regiões como o Norte, onde o transporte hidroviário é essencial para a população”, disse o ministro.
Tomé Franca, secretário executivo do MPor e presidente do CDFMM, comentou que os projetos aprovados reforçam a retomada dos investimentos no setor. “Mostram uma atuação cada vez mais estruturada do Fundo, com foco em obras que aumentam a capacidade logística, fortalecem a navegação interior e dão mais previsibilidade aos investimentos. Isso é fundamental para gerar desenvolvimento regional e garantir que os benefícios cheguem à população”, ele disse.
Os projetos vão desde a construção de embarcações até a modernização de estaleiros e a ampliação da infraestrutura portuária, contribuindo para organizar a cadeia logística e dar mais previsibilidade ao setor. Minas Gerais, com o seu ferro e aço não pode ficar fora de uma oportunidade dessa, marcante para a história naval.
“O conjunto de investimentos demonstra o avanço da política pública para o setor”. Foi essa a leitura feita Otto Luiz Burlier, secretário nacional de Hidrovias e Navegação.
“Os projetos aprovados mostram um esforço estruturado para fortalecer a navegação interior e a indústria naval, com impacto direto na capacidade logística do país. Estamos avançando em uma agenda que combina eficiência, segurança e desenvolvimento regional, especialmente em áreas onde o transporte aquaviário é essencial”, disse ele.
Os empresários mineiros do ferro e do aço devem ficar de olho porque os projetos do Porto Central, no Espírito Santo, são uma prova de avanço dos investimentos em infraestrutura portuária estratégica, porque busca “a capacidade de ampliar a movimentação de cargas, atrair novos negócios e fortalecer a integração logística do país. Estamos estruturando um ambiente mais moderno e competitivo para o setor portuário brasileiro”, resumiu Alex Ávila, o secretário Nacional de Portos.
É importante que o empresariado mineiro fique atento porque a 63ª Reunião Ordinária do CDFMM será no dia 18 de junho próximo. Até o dia 20 de abril as propostas de novos projetos poderão ser apresentadas. Aprovados, os empreendimentos terão até 450 dias para formalizar a contratação do financiamento. Em até 180 dias, o prazo pode ser prorrogado, totalizando 630 dias para sua contratação junto aos agentes financeiros,.
*Com Assessoria Especial de Comunicação Social do Ministério de Portos e Aeroportos.

