O homem e a natureza - créditos: Táxon
15-03-2026 às 13h13
Alberto Sena*
Cada um tem sua maneira de enxergar o globo terrestre. A grande maioria, acredito, sabe que a Terra é redonda, linda, maravilhosa, cheia de surpresas, florestas, animais, pássaros, uma infinidade de vidas que não dá nem para enumerar, porque temos os micróbios, as bactérias, os vírus e um punhado de coisas mais.
Disse que cada um tem sua maneira de enxergar a Terra, mas duvido que eu esteja certo, pois no meio de nós, nos últimos tempos, a predominância é do edonismo – hedonê, do grego — “nome de uma guia, uma “daemon” ou uma deusa, na mitologia grega, que representa o prazer”.
Em outras palavras, o edonismo é “a busca por prazer como finalidade da vida humana”.
Infelizmente, muita gente não dispõe de tempo para pensar, senão em si. Aproveitar ao máximo porque morreu, acabou-se, nada mais há.
Os outros são os outros, conquanto o indivíduo esteja bem, materialmente falando, porque uma pessoa materialista, dessas que se matam para enricar, não se importa com o dinheiro público, conquanto possa se locupletar com ele.
Quando a gente diz “mundo” significa Humanidade. Quer viva o indivíduo da forma como viver, uns com poderes destruidores do ambiente e de promoverem guerras de toda ordem, não só aquelas de bombas e canhões, a Mãe Natureza continua a mesma, inclusive com o poder, em certos casos, de regeneração e também de destruição.
A questão primordial, aqui, é proporcionar uma reflexão quanto ao que acontece fora de cada um de nós.
Se fora de nós a Humanidade, ou senão os governantes mundiais estão se comportando mal, ou eles são representantes do anticristo ou o proprio, porque se a maioria estivesse com o pensamento e a prática em Deus, o mundo fora de cada um de nós seria diametralmente oposto ao que é nos nossos dias.
Em verdade, a paz não é conseguida só com o uso de uma vestimenta branca.
Antes a paz precisa nascer dentro de cada um, com o resgate dos valores verdadeiros, herança de si mesmo, a partir do “temor a Deus”.
Interessante é cada um de nós fazer a si a seguinte pergunta: “Será que o meu comportamento no dia a dia seria aprovado por Deus”?
E atenção: não estou aqui a pregar nenhuma religião. Prego a Espiritualidade, capacidade inerente a todo ser chamado humano.
A vida de cada um de nós é proporcionada pela centelha divina. Portanto, não é necessário buscar fora o que se encontra dentro. Eu Sou (Deus) está em cada um de nós.
Nós temos o poder de transformar a Humanidade, a partir da individualidade. Mas, do modo em que vamos, estamos caminhando para a destruição nossa.
O precipício está a nossos pés.
Mudemo-nos, individual e coletivamente para transformarmos o mundo, senão iremos continuar com essa hipocrisia de enganar a nós mesmos, até a Humanidade por si ser varrida da face da Terra.
*Alberto Sena é jornalista e escritor

