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12-03-2026 às 12h50
Direto da Redação*
Vamos começar lançando a hipótese: houve um vazamento de hexafluoreto de urânio (UF6) de uma tubulação, ocorrência classificada como “Emergência de Área”. Será preciso então evacuar imediatamente as instalações e acionar equipes especializadas NBQR.
Este foi um exercício simulado, realizado pela Marinha do Brasil, no Centro Experimental de Aramar. Exercício importante de resposta a emergências nucleares.
Na ocasião do treinamento os procedimentos necessários foram executados, como de contenção, isolamento da área e descontaminação, tudo sob o comando do Batalhão de Defesa Nuclear, Biológica, Química e Radiológica de Aramar.
Ponto importante é que o exercício validou os chamados “protocolos operacionais”. Testou a eficiência dos sistemas de resposta e serviu para aprimorar a atuação em incidentes nucleares ou radiológicos. Capacitação essa que é tida como fundamental à segurança das instalações estratégicas e para proteger os efetivos e fortalecer a confiabilidade do Programa Nuclear da Marinha.
Foi alcançado o objetivo de reforçar a prontidão operacional e a capacidade de atuação integrada em cenários críticos. Participação integrantes da Secretaria de Segurança Nuclear e Qualidade (SecNSNQ) e de estruturas estratégicas ligadas ao Programa Nuclear da Marinha.
Convém relacionar que participaram também do treinamento equipes do Centro Industrial Nuclear de Aramar (CINA), do Laboratório de Enriquecimento Isotópico (LEI) e representantes das áreas de Comunicação Social, Inteligência, Saúde e Operações Navais.
Como destaque, o Vice-Almirante (Ref.) Reis Leite, o novo superintendente de operações da SecNSNQ, que pôde destacar institucionalmente a relevância da atividade no calendário operacional deste 2026.
O exercício foi acompanhado remotamente por representantes do Comando de Operações Navais (ComOpNav), do Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais (CGCFN), da Diretoria de Saúde da Marinha (DSM), do Centro de Comunicação Estratégica da Marinha (CCEM) e do Centro de Inteligência da Marinha (CIM) o que reforçou a coordenação interinstitucional e a integração entre diferentes capacidades operacionais.
Foi a partir do Centro de Acompanhamento de Resposta a Emergências Nucleares e Radiológicas Navais (CARE), na SecNSNQ, onde o acompanhamento remoto foi realizado, por meio do Sistema SIS-CARE, que tornou possível monitorar o exercício em tempo real. Com a possibilidade de avaliar a evolução do cenário simulado e coordenar as ações de resposta de forma integrada.

