Cleitinho lidera corrida ao governo de Minas. Crédito: Saulo Cruz e Geraldo Magela/Agência Senado
10-03-2026 às 15h41
Direto da Redação*
O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) aparece na liderança da corrida pelo governo de Minas Gerais em todos os cenários estimulados de uma pesquisa realizada pelo Instituto F5 Atualiza Dados e divulgada com exclusividade pelo Estado de Minas. O levantamento também aponta um elevado índice de eleitores que ainda não definiram seu voto.
No principal cenário apresentado aos entrevistados — quando os nomes dos possíveis candidatos são exibidos — Cleitinho lidera com 39% das intenções de voto. Na sequência aparece o senador Rodrigo Pacheco (PSD), com 11%. O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) surge em terceiro lugar, com 9%.
Ainda nesse cenário, o vice-governador Mateus Simões (PSD) registra 4% das intenções de voto. O ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB) aparece com 2%, enquanto Túlio Lopes (PCB) soma 1%.
Entre os entrevistados, 19% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 13% afirmaram não saber em quem votar.
Outros cenários
Em uma segunda simulação, Cleitinho continua na liderança com 36%, seguido por Rodrigo Pacheco, com 10%, e Alexandre Kalil, com 9%. Nesse cenário, o presidente da Associação Mineira de Municípios, Luís Eduardo Falcão (Republicanos), aparece com 5%. Mateus Simões soma 3% e Gabriel Azevedo, 2%.
Quando o nome de Rodrigo Pacheco é retirado da disputa, Cleitinho alcança seu maior desempenho nas simulações, chegando a 40% das intenções de voto. Kalil aparece em segundo lugar com 11%, seguido por Falcão, com 6%. Mateus Simões registra 4% e Gabriel Azevedo mantém 2%.
Já em um cenário sem Cleitinho, Rodrigo Pacheco passa a liderar entre os candidatos, com 16% das intenções de voto. Em seguida aparecem Alexandre Kalil e o deputado federal Aécio Neves (PSDB), ambos com 10%. O secretário de Governo de Minas, Marcelo Aro (PP), registra 9%, enquanto Luís Eduardo Falcão soma 7%.
Nesse cenário, porém, a maior parcela do eleitorado afirma que votaria em branco, nulo ou em nenhum candidato (25%), além de 22% que disseram estar indecisos.
Avaliação do levantamento
De acordo com o diretor do Instituto F5 Atualiza Dados, Domilson Coelho, considerando apenas os votos válidos, o desempenho atual de Cleitinho indicaria possibilidade de vitória ainda no primeiro turno caso o cenário se mantivesse.
Ele ressalta, no entanto, que o quadro eleitoral em Minas ainda depende de definições políticas, principalmente no campo da esquerda. Um dos pontos de atenção é a possível candidatura de Rodrigo Pacheco, citado como nome apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas que ainda não confirmou participação na disputa.
Coelho também avalia que Mateus Simões, apontado como possível sucessor do governador Romeu Zema (Novo), ainda não conseguiu ampliar sua presença nas pesquisas, mas pode crescer ao longo do processo eleitoral. Na mesma linha, ele considera que Gabriel Azevedo também tem espaço para ampliar sua base de apoio, especialmente em Belo Horizonte.
Para o analista, o cenário atual indica que a principal disputa deve ocorrer pela segunda colocação. “Hoje, a corrida parece aberta para definir quem será o principal adversário de Cleitinho”, afirmou.
Cenário espontâneo
Na pesquisa espontânea — quando os entrevistados citam nomes sem receber uma lista prévia — a indefinição do eleitorado fica ainda mais evidente.
Mais da metade dos entrevistados (54%) disseram não saber em quem votar ou afirmaram estar indecisos. Outros 30% declararam intenção de votar em branco ou anular o voto.
Entre os nomes mencionados, Cleitinho aparece com 6% das citações. O atual governador Romeu Zema foi lembrado por 3% dos entrevistados, apesar de não poder disputar novamente o cargo por já estar em seu segundo mandato. Alexandre Kalil e Rodrigo Pacheco foram citados por 1% cada.
Metodologia
O levantamento foi realizado pelo Instituto F5 Atualiza Dados entre os dias 2 e 5 de março, com 1.560 eleitores de diferentes regiões de Minas Gerais. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos.
O estudo está registrado sob o protocolo MG-03731/2026.

