Créditos: Divulgação
25-02-2026 às 14h20
Sérgio Moreira*
O passeio de trem pelas cidades mineiras, passando por montanhas, rios, histórias pelas estradas de ferro que marcaram a história do transporte nos áureos tempos das cidades pelo interior está voltando em alguns trechos.
O tradicional e histórico trem de Mariana e Ouro Preto, uma das rotas turísticas mais emblemáticas do Estado, iniciou seu processo de restauração. A intervenção é oportuno para a estratégia de agregar o turismo na Região dos Inconfidentes, que marcaram época na época da riqueza do ouro e pedras preciosas.
A retomada do trem é vista como essencial para o desenvolvimento sustentável da região. Durante o período de hiato, iniciado em 2020, em meio a pandemia da COVID-19, a empresa Vale manteve ações de conservação, mas a restauração atual foca na viabilização prática do retorno das atividades, buscando garantir segurança e conforto para os futuros passageiros.
A expectativa é grande entre os moradores das cidades e logicamente do incremento do turismo nas viagens históricas. As atividades da linha seguem, no entanto, sem previsão de retorno.
O passeio entre Marina e Ouro Preto , tem de 18 quilômetros de extensão, é que chama atenção dos passageiros que observam pelas janelas as belas paisagens naturais e suas estações ferroviárias históricas que funcionam como pontos de encontro e centros culturais.

Em Ouro Preto, a Estação Ferroviária está localizada na Praça Cesário Alvim, ou simplesmente ”Praça da Estação”, próximo ao Morro da Forca, local histórico abaixo do centro da cidade.

A Estação Ferroviária de Mariana fica na avenida Manuel Leandro Corrêa, próxima ao prédio da Prefeitura Municipal, centro da cidade.
Construída no final do século XIX, a antiga ‘Maria-Fumaça’, hoje Trem da Vale, nasceu com a missão de ligar a então capital da província de Minas Gerais ao Rio de Janeiro. A Estação de Ouro Preto e uma pequena linha que passava por Miguel Burnier, Mariana e posteriormente à Ponte Nova, foi Inaugurada em julho de 1889 por Dom Pedro II e pela Princesa Isabel. Mas logo sem mais planos de ampliação, foi utilizada, até a metade do século XX pela Escola de Minas por meio do curso de Engenharia Metalúrgica que tinha seu polo ali próximo à Estação, no atual Centro de Convenções da UFOP. Após enfrentar um abandono na década de 1980, o ramal ferroviário foi resgatado pela Vale nos anos 2000, sendo devolvido a população em 2006 como um dos principais roteiros turísticos de Minas Gerais.
*Coluna Minas Turismo Gerais
Jornalista Sérgio Moreira
@sergiomoreira63
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