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22-02-2026 às 12h07
Direto da Redação*
Nos estados do Norte do Brasil, especificamente o Amazonas, com malha rodoviária ainda limitada, principalmente para a zona rural, o transporte fluvial de passageiros segue como uma das principais formas de mobilidade. Lá, os rios ajudam a ligar a capital aos municípios do interior.
Mas o transporte fluvial não se limita aos passageiros e se expande com ligeireza ao ponto de se tornar estratégico para a movimentação de grãos e do agronegócio como um todo. Para se ter uma ideia melhor desse referido movimento, de janeiro a outubro do ano passado, os portos do chamado Arco Norte participaram com 37,2% das exportações brasileiras de soja e por 41,3% das de milho, como divulga a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Por via de consequência de toda essa movimentação importante sob todos os aspectos, o transporte fluvial por si só está provando e comprovando que é a melhor opção de investimento. Por tudo, se considerada a economia, numa comparação da via fluvial com os gastos para se construir e manter uma rodovia. Lá na Amazônia as “estradas” fluviais estão construídas já há milênios e parece que agora estão sendo “descobertas” e certamente irão proporcionar até a redução de caminhões nas estradas brasileiras.
Numa circunstância dessa, as hidrovias despertam o interesse também de fabricantes de motores e distribuidoras. A japonesa Yanmar já se adiantou em oferecer modelos de motores mais eficientes. Afinal de contas, no mercado estão os “gigantes da navegação fluvial”, tanto no segmento de passageiro, lazer carga.
Toda essa crescente movimentação, segundo as previsões, deve manter uma boa frequência, o que levou o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a ajustar para cima a projeção para a produção de soja do Brasil na safra 2025/26. Um novo recorde será batido com 180 milhões de toneladas.
Quanto é que custa uma viagem pelas “estradas” hídricas? A pergunta é procedente, considerando que uma viagem pelos rios da Amazônia pode durar vários dias. Consequentemente, os preços variam de acordo com a distância e com o tipo de embarcação.
A título de exemplo, o trecho mais curto para os passageiros do “Glória de Deus até Codajás”, custa R$ 270 por passageiro. E o trecho maior, até Tabatinga, na fronteira com a Colômbia, pode ficar por R$ 1.230. O que se sabe é que em uma viagem até Tabatinga, o gasto com combustível, “gira em torno de R$ 60 mil por trajeto”.
“O combustível é, disparado, o maior custo dessas operações. Por isso, motores que consomem menos e passam menos tempo parados fazem muita diferença no resultado final”, afirmou Wagner Santaniello, gerente de Inovação e Marketing da Yanmar no Brasil.

