Créditos: Reprodução
03-02-2026 às 08h30
Direto da Redação*
A celebração dos 150 anos da Diretoria de Hidrografia de Navegação (DHN) brasileira é uma oportunidade sem igual para os patrícios de modo geral e o mundo inteiro reconhecerem que a soberania é construída também com “ciência e conhecimento”. É importante que cada um dos nascidos nesse torrão abençoado saiba que um meticuloso trabalho foi desprendido para sondar cada profundidade, para mapear cada rio e importante é que cada carta publicada conecta o Brasil ao seu futuro.
O ano de 1876 está gravado a ferro e fogo para ser lembrado de quando da instituição Repartição da Carta Marítima e a criação da Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN). E neste ano de 2026, a Marinha do Brasil pode se orgulhar do quanto o Serviço Hidrográfico Brasileiro alcançou e desempenhou bem o seu papel fundamental para a edificação de uma Nação marítima e fluvial. Pode-se até fazer um balanço resumido do que se deu ao longo desses 150 anos: mares e rios desconhecidos foram transformados em rotas seguras, enquanto a soberania nacional sobre a Amazônia Azul se afirmava e pessoas se conectavam com destinos vários.
E pensar que ainda no século XIX o Brasil dependia de cartas estrangeiras para promover a navegação em suas próprias águas. Fundamental foi o pioneirismo de Manoel Antônio Vital de Oliveira, homem visionário, que, inclusive, é o patrono da hidrografia; e o Barão de Teffé, que foi o primeiro diretor da instituição. Daí, então, o Brasil começou a produzir o próprio conhecimento relacionado com a costa brasileira, seus estuários e seus grandes rios navegáveis. Assim a navegação foi ampliada e passou a integrar regiões distantes e o desenvolvimento econômico nacional, ganhou uma dimensão continental.
Em um século e meio, a DHN tornou-se referência técnica e científica. É de valia importante lembrar que, além de ter se consolidado, produziu cartas náuticas que orientaram navios militares, mercantes e de pesquisa. E mais: proporcionou a estruturação do Serviço Meteorológico Marinho, modernizou auxílios à navegação; além de ter reunido vasto acervo de dados oceanográficos e hidrográficos. Esse acervo de informações aliado da sustentação e a segurança da navegação, além do comércio marítimo e fluvial somados a pesca, o turismo, a indústria naval e a defesa nacional.
*Baseado em original produzido por Ricardo Jaques Ferreira, vice-almirante e diretor da Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN) da Marinha do Brasil.

