EUA ataca Venezuela - créditos: divulgação
03-01-2026 às 13h40
Samuel Arruda*
Na madrugada de 3 de janeiro de 2026, os Estados Unidos lançaram uma operações militares em grande escala contra alvos no norte da Venezuela, incluindo Caracas, segundo relatos oficiais e testemunhas. Foram ouvidas explosões e relatos de aviões de combate sobre a capital venezuelana e outras regiões próximas.
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que as forças americanas capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, durante a ação, e que ambos foram levados para os Estados Unidos para enfrentar acusações, incluindo narcoterrorismo.
De acordo com informações iniciais, unidades de forças especiais dos EUA (como a Delta Force) teriam participado da operação, que teria atacado bases militares estratégicas e levado à prisão do líder venezuelano.
O governo americano vinha aumentando a pressão sobre Maduro ao longo de 2025, acusando-o de dirigir um “narcoestado” responsável por tráfico de drogas, corrupção e violações aos direitos humanos. Washington chegou a duplicar a recompensa pela captura dele para US$ 50 milhões e mobilizou uma significativa presença militar no Caribe desde agosto de 2025.
A operação de 3 de janeiro é descrita pelos EUA como parte de uma campanha contínua contra atividades criminosas transnacionais e como um esforço para remover um governante que, segundo Washington, representava uma ameaça.
A reação do governo da Venezuela, por meio de autoridades como a vice-presidente Delcy Rodríguez e o ministro da Defesa Vladimir Padrino López foi de condenar os ataques como uma agressão militar criminosa, exigiu provas de que Maduro está vivo e afirmou que as Forças Armadas estão em alerta máximo.
A liderança chavista declarou estado de emergência nacional e convocou mobilização, enquanto relatos de explosões, pânico civil e interrupções de serviços emergiam em várias áreas urbanas.
As reações internacionais veio do Brasil que declarou que os ataques cruzaram uma “linha inaceitável”, considerando a ação uma violação da soberania venezuelana e pedindo uma resposta da ONU.
Países vizinhos como Colômbia e México expressaram preocupação com a escalada e a necessidade de respeito ao direito internacional. Países como Rússia e Irã condenaram a operação como uma agressão.
A União Europeia e outros líderes pediram respeito pela legalidade internacional, mesmo que discordem das políticas de Maduro.
Confirmação independente da captura e localização de Maduro e Cilia Flores ainda não foi feita por fontes venezuelanas ou por observadores internacionais fora de Washington. Há pedidos de “prova de vida” por parte das autoridades venezuelanas.
Relatórios sobre o número de vítimas civis e militares do lado venezuelano permanecem indefinidos, e as implicações legais da intervenção — que muitos críticos classificam como violação do direito internacional — ainda estão sendo debatidas globalmente.
Análise do cenário
Essa ação representa a maior intervenção militar dos EUA na América Latina desde a invasão do Panamá em 1989, e ocorre em um contexto de tensões crescentes na região por questões de migração, narcotráfico, disputa por recursos e polarização ideológica.
*Samuel Arruda é jornalista e articulista
Com informações do https://www.theguardian.com/world/2026/jan/03/explosions-reported-venezuela-caracas?utm_source=chatgpt.com

