Especialistas do MIT, EUA em pesquisa trás péssima notícia para detentores de vagas convencionais de trabalho - créditos: divulgação
30-11-2025 às 14h36
Direto da Redação
Pesquisadores do MIT (Massachusetts Institute of Technology) divulgaram um estudo que esclarece até que ponto a inteligência artificial pode deslocar trabalhadores no mercado atual. A pesquisa, integrada ao Projeto Iceberg do MIT e baseada em um modelo analítico avançado, indica que a tecnologia disponível já tem potencial para automatizar e substituir 11,7% dos empregos nos Estados Unidos.
Foco na “IA agêntica”
O trabalho chama atenção por analisar a chamada “IA agêntica” (Agentic AI) – modelos capazes de raciocínio em múltiplas etapas e de interagir de forma complexa com fluxos de trabalho, ultrapassando as funções de chatbots simples.
Novo mecanismo de deslocamento
Os autores não tratam apenas da substituição direta por máquinas, mas descrevem um mecanismo mais sutil movido por custos: a IA é empregada por trabalhadores remotos como ferramenta para suplantar profissionais locais.
O estudo demonstra que, em muitos casos, implementar um sistema de IA para automatizar tarefas sai mais barato do que manter salários e custos operacionais de um trabalhador local.
Essa vantagem econômica é o principal fator que estimula a adoção e o consequente deslocamento.
Setores mais vulneráveis
As profissões mais expostas são aquelas que dependem de análise de dados, interações digitais e tarefas estruturadas – por exemplo, atendimento ao cliente, programação de baixo nível e análise de mercado.
Os pesquisadores concluem que a substituição de 11,7% da força de trabalho dos EUA é economicamente atraente para empresas, o que reforça a urgência de políticas públicas e programas de requalificação profissional para enfrentar a IA não apenas como ferramenta, mas como um fator disruptivo na economia do trabalho.

