Créditos: Divulgação
05-02-2026 às 15h23
Sérgio Moreira*
O carnaval começou, blocos de ruas colorindo e divertindo por várias regiões da capital mineira desde o dia 31 de janeiro até 22 de fevereiro. Belo Horizonte vai receber milhões de foliões nas ruas da capital, a segurança das mulheres voltou ao centro do debate. Para enfrentar casos de assédio, importunação sexual e outras formas de violência durante a folia, a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) vai estrear a Cabine Rosa, estrutura criada para centralizar e humanizar o atendimento a vítima, o número de telefone 190 é importante qualquer atendimento.
Serão duas cabines, funcionando 24 horas por dia, instaladas dentro do Centro de Operações Policiais Militares (Copom), onde fica o serviço de teleatendimento 190. O atendimento será feito exclusivamente por policiais femininas, que passaram por treinamento específico para oferecer escuta qualificada, acolhimento humanizado, triagem das ocorrências e encaminhamento adequado de cada caso.
No Carnaval de 2025, foram registradas 44 ocorrências de importunação sexual em Minas Gerais, sendo 13 em Belo Horizonte. Também houve 13 registros de estupro e 23 de estupro de vulnerável no estado. Na capital, foi contabilizada uma ocorrência de cada tipo
A mulher poderá acionar o serviço pelo telefone 190 e, nesses casos, a chamada será direcionada para a Cabine Rosa quando se tratar de violência contra a mulher. Outra forma de atendimento será pelo aplicativo Emergência MG, acessado via Telegram ou MG App, na aba “Proteção à Mulher”. Nele o chamado já cai diretamente na cabine especializada.
Segundo a porta-voz da PMMG, capitã Edilaine Andrade de Paulo Carvalho, a Cabine Rosa é uma inovação da corporação para o Carnaval de 2026 e busca dar mais agilidade e humanização ao atendimento. “O atendimento será realizado por policiais femininas, porque mulher entende mulher. É um atendimento especializado para que essas vítimas se sintam realmente acolhidas”, afirmou.
Depois do primeiro contato, a policial faz a triagem do caso. Se a ocorrência estiver em flagrante, uma viatura é enviada imediatamente ao local. Se não for flagrante e o autor não estiver mais presente, a vítima é orientada a se dirigir a um posto de registro mais próximo, onde também haverá espaço de acolhimento e atendimento por policial feminina para formalizar a ocorrência.

Entre os crimes que poderão ser atendidos estão situações típicas do Carnaval, como importunação sexual, casos de beijo roubado, toques sem consentimento, além de assédio moral, físico ou psicológico e outras formas de violência. A PM informou que a iniciativa não ficará restrita ao período carnavalesco e seguirá em funcionamento depois, inclusive para casos de violência doméstica.
Coluna Minas Turismo Gerais
Jornalista Sérgio Moreira
@sergiomoreira63
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